Como juntar dinheiro para comprar um apartamento? Confira dicas simples!
Se você tem dúvidas de como juntar dinheiro para comprar um apartamento, saiba que não está sozinho! Afinal, é um bem de alto valor, visto como um investimento para toda a vida.
Pode até parecer impossível ter a casa própria. Só que com alguns ajustes – e força de vontade – a sua rotina pode ser adaptada para poupar seu salário. Ter um bom planejamento financeiro é apenas o primeiro passo: é preciso pensar o que fazer com a quantia guardada.
Ao longo do texto, separamos dicas simples e práticas para aplicar no seu dia a dia e não sofrer para o mês acabar antes do dinheiro. Vamos lá?
Confira qual o valor mínimo para dar entrada em um apartamento, dicas para poupar sua renda mensal e como comprar um imóvel de forma 100% parcelada!
Qual o valor mínimo para dar entrada em um apartamento?
Geralmente, o valor mínimo para dar entrada em um apartamento é 20% do seu preço total. Porém, há como reduzir esse percentual para 10%. Logo, se o imóvel desejado custa R$300 mil, deve-se pagar inicialmente R$60 mil (20%) ou R$30 mil (10%).
E o resto do montante, de 80% a 90% do valor do apartamento, pode ser financiado por bancos ou instituições financeiras.
Para que a entrada seja de 10% do valor do imóvel, o Banco Central estipulou algumas normas. Uma delas é que a operação financiada tenha parcelas dentro do Sistema de Amortização Constante (SAC), que seguem o mesmo valor mensalmente e diminuem ao longo do prazo de pagamento.
Caso a transação seja feita dentro da Tabela Price, as parcelas têm valor constante e é necessário dar 20% de entrada, financiando 80% do valor total.
De modo geral, o valor de entrada de um apartamento varia de acordo com:
- o valor total do imóvel;
- o tipo de modalidade de compra escolhido;
- as políticas do mercado imobiliário local;
- a localidade do apartamento;
- entre outros fatores.
Como juntar dinheiro para comprar um apartamento?
Sabemos que não dá para fazer mágica e juntar todo o valor rapidamente para comprar um apartamento, principalmente se o salário não for tão alto assim. Só que alguns ajustes na rotina favorecem o hábito de poupar dinheiro todo mês.
Conheça quais são eles!
1. Registre e acompanhe suas finanças
Antes de tudo, conheça suas finanças e entenda como seu dinheiro é gasto todos os meses. Perceba que há momentos que exigem despesas maiores, enquanto outros, menores.
Diante de todos os gastos, quais são realmente necessários? Qual a média de custos com imprevistos? Coloque tudo isso em um papel e faça as contas! Assim, é possível entender o que pode ser cortado da sua rotina para não gastar por impulso.
E o resultado é determinar uma quantia para ser guardada mensalmente sem apertar o seu orçamento. Jamais faça dívidas para juntar dinheiro, tá bem?
2. Procure o apartamento ideal
Outro fator que conta no planejamento financeiro é entender o quanto você deseja juntar. Ou seja, determinar uma meta financeira. Para isso, é fundamental saber o valor do apartamento ideal para você e/ou sua família.
Avalie, por exemplo:
- localidade;
- quantidade de cômodos;
- necessidade de garagem interna e elevador;
- infra-estrutura ao redor, como comércio, escola, faculdade, banco, supermercado etc;
- desejo (ou não) de área de lazer no condomínio, como piscina, parquinho, academia, restaurante, salão de festa, entre outros.
3. Faça um planejamento financeiro
Com todos os dados em mãos e conhecendo a fundo a sua situação financeira, monte um planejamento financeiro com o valor que deseja juntar e em quanto tempo. Coloque metas com prazos realistas e, assim, veja a quantia ideal para guardar por mês.
4. Corte custos
Para atingir seu objetivo financeiro, é possível que precise reduzir seus gastos mensais. E isso pode ser feito apenas com redução ou corte total de despesas desnecessárias e até mesmo compras impulsivas.
Em seu acompanhamento, veja como você gasta seu dinheiro e identifique quais compras foram realmente necessárias.
Para isso, pode usar planilhas ou aplicativos, que agilizam a organização dos ganhos e gastos, além de separá-los por categorias.
5. Invista seu dinheiro
Uma forma muito eficiente – e indicada por especialistas – é fazer o seu dinheiro render e não deixá-lo parado na conta. Até mesmo a poupança não costuma ser boa opção, por oferecer rentabilidade menor do que outros tipos de investimentos de renda fixa.
Isso é bom se você deseja juntar dinheiro para dar entrada em um apartamento ou então ter uma quantia guardada para arcar com os gastos além da compra, como documentação, mudança, possíveis obras, entre outros.
6. Faça um consórcio de imóveis
Por fim, destacamos essa modalidade 100% parcelada que é o consórcio imobiliário. Ele funciona como um autofinanciamento.
O consorciado junta-se a um grupo e cada participante faz pagamento de parcelas mensais ao longo do prazo de duração do contrato. Assim, há a criação de um fundo comum, como uma poupança coletiva, que é usada para pagar cada contemplado por vez.
O melhor é que dá para parcelar o valor inteiro do apartamento, sem precisar dar entrada. A médio e longo prazo, o consorciado recebe a carta de crédito para adquirir seu imóvel à vista, negociando ainda descontos.
Além disso, é possível usar 10% do valor da carta de crédito para usar com as despesas relacionadas à compra, como as documentações e os impostos.
Como comprar um apartamento?
Existem diversas formas de comprar um apartamento, mas destacamos as três mais usadas no mercado: consórcio de imóveis, financiamento e empréstimo.
Consórcio imobiliário
- Sem cobrança de taxa de juros, incluindo taxas administrativas e de fundo de reserva, com outras opcionais, como seguro.
- Flexibilidade: é possível definir o valor da parcela mensal e o prazo de pagamento.
- A aquisição do apartamento é indireta: o consorciado recebe a carta de crédito, mas o valor não é depositado em sua conta. É a administradora quem paga diretamente o imóvel.
Financiamento
- A transação de compra é feita pela instituição financeira e o pagamento deve ser feito diretamente à ela.
- O apartamento comprado é usado como garantia da operação.
- Há cobrança de taxa de juros, entre outras tarifas.
Empréstimo
- Não precisa ter uma finalidade específica para contratar, como acontece no financiamento e no consórcio.
- As taxas de juros são maiores devido ao maior risco de inadimplência e ausência de garantias.
Como funciona o consórcio de apartamentos?
O consórcio de apartamentos, chamado de modo geral de consórcio de imóveis ou imobiliário, funciona de maneira simples:
- o consorciado define o valor de suas parcelas e o tempo de pagamento;
- adere a um grupo, que começa uma poupança coletiva ao pagar a quantia mensalmente;
- participa de assembleias, reuniões em que acontecem os sorteios ou oferta de lance para escolher um ou mais contemplados;
- ao ser contemplado, recebe sua carta de crédito para comprar o apartamento à vista;
- continua pagando suas parcelas mensais até o fim do grupo.
E o melhor é que o dinheiro poupado já é usado para pagar de forma parcelada o valor completo do imóvel, podendo ser contemplado antes mesmo do fim das parcelas.
Para entender como funciona o consórcio de apartamentos, é fundamental saber que há a cobrança de taxas administrativas e de fundo de reserva, sem juros.
Aproveite todas essas dicas e dê o primeiro passo para comprar seu primeiro apartamento!
Este texto foi escrito pela Racon Consórcios, no mercado desde 1991. É uma marca do grupo Rands, que atua ainda em diversos segmentos, como veículos, imóveis, transporte pesado, máquinas agrícolas, entre outros.






