Você realmente precisa saber como investir em startups? Atualmente, não é preciso ser o gênio dos investimentos para conseguir tirar bons rendimentos dessa atividade, correto?

Bom, na teoria isso é verdade. Qualquer pessoa, hoje, consegue investir em uma startup, mas, na prática, isso muda um pouco de figura. Segundo estudos desenvolvidos pela empresa de consultoria Pieracciani, 74% das startups não sobrevivem a mais de 5 anos.

E muitas delas não retornam nada para os investidores!

Este é um investimento com um alto risco, mas com alta possibilidade de ganhos escaláveis. Apesar dos inúmeros atrativos ideológicos e financeiros você realmente precisa saber o que está fazendo.

Isso vale para grandes investidores dos maiores setores econômicos, mas também para o Caio que achou genial a ideia de motos e patinetes ecológicos e gostaria de investir R$ 10.000 na startup do seu colega de turma.

Vamos descobrir se é possível investir em startups com segurança? E como fazer isso?

O que são Startups?

Acredito que você já esteja cansado de ouvir o termo startup, mas você sabe o que ele, realmente significa?

Resumidamente, startups são empresas recém-criadas com ideias inovadoras e planos de rendimentos exponenciais, que contam com investidores-anjo para financiar o projeto e receber assessoria em áreas específicas do projeto.

Como investir em Startups

como investir em uma startup

Vamos para a prática?

Montei um breve passo-a-passo de como investir em startups com 3 passos indispensáveis.

1 – Estabeleça a sua estratégia

Não há como negar que investir em startup é para um público mais arrojado, ou seja, mais simpático a riscos em setores com possibilidade de altos ganhos. Mas, mesmo que este seja o seu caso, é fundamental traçar suas estratégias pessoais e financeiras.

A minha dica é que você procure por temas que tenha alguma familiaridade. Se você, por exemplo, não sabe diferenciar um hardware de um software provavelmente a área de tecnologia agregará mais riscos do que o esperado.

Isso quer dizer que é preciso escolher startups com temas que você tem profundo conhecimento? Não! Mas elenque mercados que lhe interessem e, se possível, acione alguém que seja expert no assunto para acompanhar a sua escolha.

Outro ponto que deve ser considerado é qual o seu objetivo ao realizar aquele investimento. A finalidade é estritamente financeira ou também ideológica? Essa percepção é o que norteará:

  • o valor investido
  • a startup escolhida
  • as expectativas estabelecidas.

2 – Selecione empresas que já estejam atuando

A grande romantização de artigos sobre como investir em startups é dizer que estamos empregando capital em ideias geniais, que ninguém mais acreditou. Como o Facebook, Whatsapp, Buscapé, etc.

Mas, segundo Christian Barbosa, autor de 6 livros, consultor empresarial e investidor-anjo no setor de tecnologia, é extremamente arriscado investir em uma ideia. O mais indicado é que você consiga encontrar o timing entre a ideia e a valorização da empresa.

O investidor-anjo deve esperar que a ideia genial da startup tenha sido posta em prática (ou seja, esteja efetivamente funcionando), encontrado um espaço confortável no mercado e dê sinais claros de aprovação do público-alvo. Este é o momento perfeito para se tornar um investidor-anjo.

A ideia é que o investidor adquira sua cota por um preço bom, mas consiga minimizar os riscos daquele planejamento não sair nem ao menos do papel.

Outro ponto complexo de se investir em uma ideia é que o tempo de retorno será muito mais demorado e você, com certeza, terá que participar de outras rodadas e reinvestimentos para que, de fato, aquilo seja rentável.

Eu sugiro que você veja o vídeo abaixo antes de escolher a startup que irá investir. Nele, Bill Gross fala um pouco sobre os motivos de sucesso e fracasso das startups:

3 – Opções de como investir em startups

O terceiro passo é definir como realizar o investimento. Atualmente, existem três opções:

Independente – O investidor consegue fazer contato direto com a startup de interesse, identifica o potencial e investe. Realiza, portanto, de maneira independente, as avaliações, validação da proposta de valor, analisa o mercado, os sócios e o financeiro da startup.

Tudo isso por conta própria. A possibilidade de ter grandes rendimentos é maior? Sim, com certeza, assim como os riscos. Essa opção é aconselhada apenas para investidores experientes no mercado de startup.

Comunidade de investidores-anjo – Nesta opção o investidor pode se juntar a outras pessoas através de comunidades, sindicatos ou entidades que possuam o know-how. É uma maneira de diluir os riscos do investimento.

Mas, eu aconselho que você ainda assim se intere tanto do nicho de investimentos dessa comunidade quanto da startup que receberá o investimento. Conhecimento é o que transformará o seu capital em um smart money.

Equity Crowdfunding – Esta é a terceira, e mais recente, opção de investir em startups. Foi regulamentada recentemente pela instrução 588 da CVM, e funciona como uma “vaquinha online”, ou uma plataforma de financiamento coletivo.

Neste caso as startups narram o que fazem, quanto de capital necessitam e qual a porcentagem disponível. Os investidores que se interessarem pela proposta investem seu capital e tornam-se sócios.

Esta opção é a mais indicada para quem começou a investir em startups agora, além de apresentar menores riscos também é a que demanda menor investimento inicial. Existem propostas a partir de mil reais.

Quanto de capital investir em Startups

como investir em startups

Para tornar-se um investidor-anjo, hoje em dia, de maneira a não ver a sua porcentagem ser diluída com o crescimento da empresa, os investidores sugerem um valor de R$ 10.000,00 a R$ 500.000,00. Isso, entretanto, não é uma regra, como você viu no equity crowdfunding.

Como mencionei anteriormente, depende da valuation da startup, e como esse valor se comportará com a entrada de novos investidores.

Afinal, como sabemos, podem ocorrer várias rodadas de investimentos, novas cotas serão criadas e se você não pretende entrar nas próximas rodadas pode sofrer a diluição de investimento. Se a empresa tiver uma boa valorização, o que é esperado em startups, essa diluição será apenas nominal e não real.

Brian Begnoche explica brevemente como ocorre a diluição de investimento em startups:

Leve em consideração 3 fatores ao estipular quanto investir em uma startup:

  • Qual o valor de mercado;
  • Qual a porcentagem que o seu capital significa;
  • Qual a expectativa financeira em relação a este investimento.

Investir em uma startup deve ser uma diversificação dentre os seus investimentos. Não aconselho que utilize isso como carro-chefe da sua renda. Portanto, de acordo com a possibilidade financeira, extraia seu patrimônio e a reserva de segurança, antes de definir o valor.

Investir em startups é indicado para mega empresários, mas também para quem está começando a se aventurar no tema. A melhor estratégia é ponderar entre os riscos e as suas expectativas.

3 dicas para investimentos em Startups

1 – Seja Cauteloso

A primeira dica de como investir em startups é, sem dúvida, ser cauteloso. Trata-se de um investimento de alta escalabilidade, mas também de altos riscos. Aposte em ideias, ou melhor, em startups já minimamente consolidadas, que você realmente acredite e conheça. Uma ideia genial pode não ter uma boa aplicabilidade.

2 – Diversifique os riscos

Falei anteriormente, que não é indicado utilizar patrimônio ou a sua reserva de emergência para investir em startups. Procure outros investimentos com riscos menores para construir e diversificar sua carteira de investimento.

3 – Não espere retorno no curto prazo

O investimento em startups não é de curto prazo, o retorno pode demorar algum tempo, de 5, 6 anos em diante. Mesmo que a ideia e execução estejam dando resultados não é um investimento de alta liquidez.

Portanto, talvez você tenha que esperar algumas rodadas para ter acesso ao retorno.

Startups já são uma realidade de investimento há algum tempo, as fintechs (financial +technology), por exemplo, já estão no mercado há mais de 3 anos. São startups de base tecnológica que propõe formatos mais atualizados para o mercado financeiro.

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