A fusão entre educação e tecnologia. Essa é uma forma bem didática de definir o que é uma Edtech, nome dado às startups que usam a tecnologia no processo de aprendizagem. 

Trata-se de uma revolução na forma de ensinar e aprender, incorporada ao dia a dia da educação por meio de aplicativos, cursos online, plataformas online, ferramentas de realidade virtual, redes sociais, gamificação, impressoras 3D e inteligência artificial. 

As Edtechs atuam com o objetivo de facilitar a aprendizagem e aumentar a eficiência e a qualidade do ensino. São consideradas por especialistas da área uma esperança para renovação da educação no país. 

São consideradas também um tipo de negócio bastante promissor, principalmente porque no Brasil a educação ainda é uma área cheia de deficiências e que ainda dá os primeiros passos em relação à incorporação da tecnologia. 

Ou seja, é um segmento em que as soluções inovadoras são urgentes tanto para aumentar as estratégias de ensino por parte dos professores como para conquistar a atenção dos alunos cansados dos sistemas tradicionais de ensino. 

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De acordo com o Mapeamento Edtech 2018, existem ao menos 360 startups do tipo no Brasil e os produtos que elas mais oferecem são produção de conteúdo (61%) e coleta de dados e processos (19%). 

Como atua uma Edtech

Uma das possibilidades das Edtechs é a criação de plataformas online que oferecem aprendizado por meio de jogos e vídeo aulas em formato semelhante a provedores de filmes como a Netflix. 

Mas há muitas outras possibilidades já existentes e outras a serem desenvolvidas. É um campo amplo e propício para a criatividade. 

Veja quatro exemplos de atuação de uma Edtech:

  • Educação básica

Uso de aplicativos e plataformas online que funcionam como complemento ao ensino tradicional em sala de aula. Nos aplicativos e plataformas, os alunos podem encontrar material complementar, videoaulas, orientações dos professores, material didático, fóruns de discussão e jogos didáticos.

  • Educação a distância

É a área da educação mais próxima das Edtechs, pois está diretamente relacionada ao uso da tecnologia. As startups do setor oferecem cursos online que permitem aos alunos conciliar os estudos à vida profissional ou pessoal, escolhendo os melhores horários e locais para assistir aulas e realizar as atividades necessárias. 

  • Educação corporativa

A necessidade de investir na formação e capacitação de funcionários faz com que o mundo dos negócios seja um mar de oportunidades para as Edtechs que produzem conteúdos educativos voltados às corporações.

  • Educação inovadora

Nesse segmento, as Edtechs propõem formas mais divertidas de assimilar os conteúdos, como o uso de games com perguntas e respostas, com direito a recompensas. Há também as que focam em um conteúdo inovador, como a programação de computadores. 

Conheça Edtechs bem-sucedidas

É um curso pré-vestibular online. Foi criado em 2011 com foco no Enem e nos principais vestibulares do país. A partir de 2016, expandiu a atuação e hoje o foco é dividido em cinco categorias: escolas, vestibulares, universidades, concursos e pós-graduação. 

Pioneiro na educação digital, o grupo foi criado em 1996 e capacita pessoas com estratégicas para a educação formal e corporativa. Desenvolve plataformas online customizadas e tem serviços de captação e retenção de alunos, definição de estratégias de ensino, produção de conteúdos e consultoria. 

Plataforma que oferece soluções para professores, gestores e alunos, com banco de questões, exercícios, materiais educativos e correções.

É uma escola de programação, maker e robótica para crianças e adolescentes. Foi criada em 2015 a partir da necessidade de ensinar ciências da computação para crianças e adolescentes. Estimula o raciocínio, a criatividade e o pensamento crítico. 

É um curso de programação que ensina a criação de aplicativos e a trabalhar com uma equipe de tecnologia por meio de um sistema intensivo de aprendizado. É uma escola francesa com filial no Brasil. 

A startup criada em 2011 usa o conceito de gamificação para deixar o aprendizado mais leve e divertido – além de facilitar o engajamento de jovens estudantes fascinados pela linguagem dos jogos. Possui diversas categorias educacionais, como ensino fundamental, Enem, biologia, química, matemática e física, por exemplo. 

Negócio em expansão

Segundo a Associação Brasileira de Startups, as Edtechs estão no topo da lista desse tipo de negócio, mas ainda há muito espaço para ser ocupado no setor. 

O número de startups que unem tecnologia e educação não chega a 400, enquanto em países como a China elas são mais de três mil apenas na capital Pequim. 

Com 48,6 milhões de estudantes, o Brasil tem alto potencial para esse tipo de investimento.

E é consenso entre especialistas que o país precisa integrar com mais força a tecnologia à educação para que seus índices de aprendizado ganhem em escala e o nível de educação tenha um salto de qualidade. 

Tudo isso, claro, melhora também a qualificação profissional, o nível de produtividade e, em consequência, a economia do país. 

O crescimento do país está diretamente associado à educação e, por sua vez, a expansão da educação está ligada ao desenvolvimento tecnológico.

Ou seja, não é à toa que as Edtechs são consideradas as atuais “queridinhas” do mercado tecnológico, com muitas possibilidades de expansão.

Entender melhor esse segmento é hoje essencial para quem está ou quer entrar no ramo das startups. 

Como dizem os empreendedores bem-sucedidos, onde há desafio, há oportunidades.

E o mercado da educação associada à tecnologia é uma dessas oportunidades que saltam aos olhos de tão evidente. 

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