Se você acha que o Bitcoin é a única moeda criptografada existente, você está muito enganado. Existem diversas outras moedas virtuais conhecidas como altcoins (moedas alternativas) e é exatamente sobre as principais criptomoedas que você vai aprender neste artigo.

Quais são as principais criptomoedas?

As principais moedas digitais que tem evoluído de forma crescente no mercado financeiro são: Ethereum (ETH), Litecoin (LTC), Dash (DASH), Ripple (XRP) e Monero (XMR).

Elas possuem um processo de mineração bem semelhante ao do Bitcoin: o usuário deve resolver uma operação matemática muito difícil com o computador. Assim que consegue resolvê-la, ele recebe uma quantidade de moedas.

Veja abaixo quais as vantagens e diferenciais de cada uma dessas moedas virtuais.

Ethereum (ETH)

Criada em 2015, muitas pessoas comparam a Ethereum com o Bitcoin, mas é como comparar maçãs e laranjas. As duas criptomoedas possuem sistemas totalmente diferentes.

O Bitcoin foi criado para ser usado exclusivamente como moeda. O Ethereum é um sistema para aplicações de blockchain. Sua plataforma foi desenhada de forma a conseguir abarcar contratos inteligentes, tokens e outras criptomoedas.

Ou seja, existem grupos de criptomoedas que não tem blockchain próprio e rodam dentro do blockchain da Ethereum.

O processo de mineração também é diferenciado, na Ethereum, placas de vídeo são as principais responsáveis pela mineração.

No último ano, o preço da Ethereum valorizou 622,39%.

Problema que resolve: a curto prazo, a Ethereum resolve a necessidade de uma plataforma para emitir tokens ICO (e vendê-los com contratos inteligentes); a longo prazo, essa criptomoeda irá atender a demanda de AI (inteligência artificial).

Inscreva-se em nossa Newsletter

Faça como milhares de empreendedores e receba os melhores conteúdos sobre o mundo Fintech em sua caixa de e-mail.

Litecoin (LTC)

O Litecoin é considerado uma evolução do Bitcoin, principalmente por ter um tempo de transação mais rápido. Enquanto as transações do bitcoin levam cerca de 10 minutos, as do Litecoin duram algo como 2,30 minutos.

Criado em 2011, o litecoin valorizou 465,91% no último ano, por isso está entre as principais criptomoedas. Essa moeda virtual é aceita como uma solução de pagamento em vários lugares, embora não esteja nem perto do nível de aceitação de bitcoin.

Problema que resolve: o objetivo do litecoin é tornar a criptomoeda mais acessível – em teoria, ela é mais fácil de ser minerada. O limite de unidades é de 84 milhões.

Dash (DASH)

Outra moeda digital que figura entre as principais criptomoedas é a Dash. Criada em 2014, essa moeda ganhou muito destaque por ter uma enorme quantidade de promoções e propagandas no YouTube. Tudo isso graças ao sistema de financiamento descentralizado.

O Dash também fornece aos seus usuários privacidade adicional ao concluir as transações. Além disso, a Dash está fazendo bastante impacto na indústria principalmente em pontos de venda por meio de parcerias estratégicas. No último ano, essa moeda virtual subiu 187,98%.

Problema que resolve: a Dash foi criada com a intenção de melhorar alguns conceitos do Bitcoin. Entre eles, estão o anonimato, o financiamento do desenvolvimento e a velocidade das transações. Por isso, essa moeda digital é constituída por uma rede cujo o financiamento de marketing é integrado ao processo. Ela também permite o desenvolvimento de produtos amigáveis ​​ao consumidor.

Ripple (XRP)

A Ripple foi criada por uma empresa com a finalidade de ser utilizada para transações entre países e grandes instituições financeiras. Assim, seu foco não é ser uma moeda para “especulação”.

A Ripple vende, basicamente, um serviço financeiro: conecta bancos e empresas de pagamento a uma rede onde transferências podem ser feitas via blockchain. Esses pagamentos podem ser feitos em moedas como real, dólar, iene, e a cotação é determinada no momento em que a transferência é feita. Santander, American Express, MoneyGram, BBVA, BeeTech e Itaú são algumas das instituições que fazem parte da rede Ripple.

Diferentemente das outras criptomoedas, a Ripple não é mineirada. Ela é emitida pela empresa criadora e existem 100 bilhões de unidades pelo mundo. A maioria está no controle da empresa e as unidades restantes são vendidas no mercado secundário e estão disponíveis em algumas corretoras de moedas virtuais.

Para se ter ideia da grandeza dessa criptomoeda, o seu valor de capitalização está em torno de US$52 bilhões.

Problema que resolve: a Ripple foi criada a partir da ideia de que o blockchain pode ajudar a melhorar o mercado de transferências internacionais. A empresa defende que pagamentos internacionais são caros, demorados, cheios de intermediários e sujeitos a erro. Assim, a Ripple resolve essas questões.

Monero (XMR)

Apesar de funcionar de forma bem semelhante ao Bitcoin, a Monero tem um diferencial bem importante para alguns investidores: o anonimato.

Ao contrário da Blockchain da Bitcoin que é um livro aberto em que se pode consultar dados de todas as transações feitas, na plataforma Monero isso não é possível. Ou seja, nesse caso todas as operações feitas com a moeda são privadas.

A Monero consegue garantir o anonimato das transações dos usuários devido a alguns conceitos inovadores. Ela utiliza uma série de tecnologias como RingCT, Stealth Address e outras. O que traz a impossibilidade de os dados serem rastreados no blockchain.

Lançada em 2014, no último ano a moeda valorizou 128,11%.

Problema que resolve: os pagamentos em uma rede descentralizada devem ser anônimos.

Abaixo, você acompanha em tempo real quanto está valendo cada uma dessas moedas.

Código para incorporação do site que mostra o valor das criptomoedas em tempo real

Desenvolvido por Investing.com

Depois de conhecer um pouco mais sobre as principais criptomoedas da atualidade, em qual você acha interessante investir? Deixe nos comentários a sua opinião.

Comentários