Investimento

Ações em queda também podem valer a pena

4 de April de 2023
Ações em queda também podem valer a pena<

Ativos podem ser alternativas para diversificar a carteira do investidor. 

 

A volatilidade do mercado de ações divide a opinião dos investidores. Para muitos, é o principal atrativo pela possibilidade de obter um alto retorno financeiro. Para outros, é motivo de desistência por conta do maior risco envolvido na operação. Entender como se dá a alta e a queda de preços é uma forma de reconhecer quando é válido ter o ativo na carteira de investimentos.

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) recomenda a diversificação dos investimentos como estratégia para reduzir os riscos na hora de investir. Dessa forma, a melhor carteira de investimentos é aquela que reúne diferentes ativos e, assim, diminui os impactos negativos em caso de eventuais quedas em uma determinada classe de ativos. 

Ainda segundo a Anbima, a distribuição dos recursos financeiros entre produtos de renda fixa ou variável deve respeitar o perfil e os interesses do investidor. 

As ações são alternativas de investimento dentro da renda variável. Elas representam unidades de propriedade de uma empresa. Isso significa que quem investe torna-se acionista e passa a ter direito de participação nos lucros do negócio.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), responsável pela regulação e fiscalização do mercado, explica que o valor das ações varia de acordo com as condições do mercado e o desempenho da empresa. Por isso, a volatilidade desse tipo de ativo é considerada alta. 

Preços em queda

Entre altas e quedas das ações, o investidor pode reconhecer oportunidades no mercado e, por isso, a orientação da Anbima e da CVM é ter atenção para realizar uma análise criteriosa. 

Quando o valor está abaixo do usual praticado no mercado, o ativo vive um processo de desvalorização. Se as perspectivas apontam para a recuperação da empresa, o momento pode ser interessante para começar a investir, pagando um preço mais acessível. 

Além disso, há probabilidade de um bom retorno financeiro quando as ações passarem pelo processo de valorização e alta dos preços.

No entanto, se as projeções da empresa e do mercado apontam para um cenário de continuidade ou intensificação do processo de desvalorização dos ativos, não é aconselhável ao investidor adquirir os papéis.

Como avaliar as oportunidades

Realizar uma análise criteriosa é a principal orientação do mercado financeiro para os investidores interessados em ações com preços mais baixos. Antes de ser um acionista, é recomendado avaliar o motivo da desvalorização.

Diferentes fatores podem fazer os preços das ações caírem. Um deles é o contexto macroeconômico, que inclui medidas políticas e econômicas internacionais, crise ou recessão global. 

O cenário nacional também interfere diretamente na oscilação dos ativos. Os momentos de incerteza política e econômica no Brasil reduzem os investimentos e podem afetar diretamente o preço das ações. 

Além disso, o próprio desempenho da empresa impacta a precificação de suas ações. A sazonalidade e as especificidades vividas pelo setor de atuação, bem como questões internas como dificuldades de gestão, problemas financeiros e envolvimento em escândalos de corrupção são alguns exemplos.

Conhecer a razão da queda de preços ajuda o investidor a entender se a reação dos ativos é temporária ou não. Por isso, também é recomendado fazer uma análise fundamental da empresa, considerando os fundamentos financeiros, como lucros, fluxo de caixa, dívida e saúde geral do negócio. 

A Anbima informa que as informações sobre o histórico dos ativos da companhia e as projeções para os meses seguintes estão disponíveis para a consulta no site da CVM e da Bolsa de Valores (B3). Os investidores também podem contar com o auxílio de profissionais da área financeira que integram a equipe da plataforma de investimento onde têm conta.