Você sabe o que é ABCD Fintech? A Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) foi criada em 2016, quando as principais fintechs de crédito do Brasil se uniram para desenvolver um órgão regulamentador comum. 

O intuito da Associação é estimular o crescimento do setor financeiro no país, principalmente de crédito, através de recursos tecnológicos. Garantindo, dessa forma, maior competitividade e, consequentemente, melhoria nos serviços oferecidos pelas empresas. 

As fintechs envolvidas na criação da ABCD foram: Biva, BankFacil, Geru, Just, Lendico, Simplic e Trigg.

A ABCD passou pelo crivo do Conselho Monetário Nacional do Banco Central (CMN) e reconhece o funcionamento de dois tipos de empresas: 

  • As que agem sob título de Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), que se trata daquelas que intermediam as operações peer to peer lending. Em outras palavras, permitem que investidores contribuam com capital através do crédito coletivo para pequenas e médias empresas. 
  • O outro tipo são as que seguem a Sociedade de Crédito Direto (SDC), ou seja, que emprestam de seu próprio capital.

Sabemos que a entrada das fintechs no mercado geraram muitas vantagens para o público, tais como: 

  • Maior variedade de produtos e serviços financeiros; 
  • Diminuição no tempo gasto em operações financeiras;
  • Taxas mais baratas que bancos tradicionais; 
  • Atendimento personalizado. 

Mas, além disso, elas também geram receita e movimentam todo um novo setor de empregos. 

De acordo com o site da Biva, os serviços financeiros digitais podem criar até 4 milhões de novos empregos e representar um aumento de PIB no Brasil de 5,5% até 2025.

Diante dessa projeção, a criação da ABCD se torna o caminho natural para regularizar as atividades de crédito digital no Brasil e evitar que startups sem estrutura adequada se aventurem no setor.

Continue acompanhando o artigo e entenda definitivamente o que é  ABCD Fintech e como ela impacta o funcionamento dessas empresas.

Como a ABCD regulamenta as Fintechs

Na prática, a ABCD regulamenta empresas especializadas em empréstimos, análises de crédito e até corretagem de seguros através de plataformas eletrônicas. 

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Antes disso, as fintechs que prestassem esses tipos de serviço só conseguiriam fazê-lo se estivessem vinculadas a uma instituição financeira tradicional na condição de parceira.

A ABCD nasceu tendo em pauta:

  • O relacionamento das fintechs com órgãos de proteção ao crédito e de defesa do consumidor;
  • Código de conduta a ser exercido pelas fintechs;
  • Desenvolvimento do mercado financeiro digital;
  • Transparência e segurança.

No caso do código de conduta, seriam alguns preceitos básicos a todas as fintechs, independente da área de atuação, como por exemplo: ética e legalidade, comunicação eficiente com o cliente, privacidade de informação, idoneidade e garantia de continuidade.

Além disso, a ABCD também gera melhorias no mercado indiretamente, já que, ao desassociar as fintechs de instituições financeiras tradicionais, faz com que os bancos tradicionais invistam em melhorias em tecnologia para não perder seus clientes. 

Exemplos dessas medidas são bancos criando mais opções de operações digitais e cartões de crédito sem anuidade e possíveis de serem gerenciados através de aplicativos.

A ABCD também funciona como referência para o consumidor, que pode ter nela e nas fintechs que a compõem a certeza de se tratar de empresas comprometidas e confiáveis. 

Apesar de ter sido desenvolvida pelas sete maiores fintechs brasileiras de crédito, a ABCD é de iniciativa aberta, ou seja, permite que outras startups da área se associem. Atualmente, há um total de 20 fintechs associadas.

ABCD Fintech: busca de soluções para segmento de crédito brasileiro 

Alguns dos desafios enfrentados pelo segmento de crédito no Brasil e que a ABCD busca solucionar são:

  • Spread Financeiro – diferença entre taxas de juros cobradas por bancos privados em empréstimos e a taxa de juros pagas em operações entre bancos do Brasil, segunda mais alta do mundo;
  • Taxas de juros elevadas no país;
  • Concentração no mercado de crédito brasileiro que, até o ano de fundação da ABCD, estava entre cinco bancos que dominavam 70% do mercado.

Cadastro Positivo

Em janeiro de 2018, a ABCD lançou um manifesto a favor do PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR nº 441/2017, que propõe o Cadastro Positivo e atualmente tramita na Câmara dos Deputados e Senado Federal. 

Visando lidar com o problema de altas taxas de juros, a Associação declarou apoio a essa medida, que tem o objetivo de criar uma rede de informações financeiras de toda a população, baseada no histórico de pagamentos realizados em dia. 

A ideia é uma alternativa ao sistema do Cadastro Negativo, que fornece acesso a lojistas e credores a informações relacionadas apenas à inadimplência do cliente, qualquer que seja sua frequência, desconsiderando todo um contexto que pode ser favorável a ele. 

Sendo assim, uma vez que haja um histórico geral de transações e pagamentos do cliente e que o saldo final seja positivo, será garantido a ele taxas de juros mais baixas e maior flexibilidade em relação ao crédito.

No manifesto, a ABCD se pronuncia da seguinte maneira: 

“Acreditamos que a criação de um cadastro positivo representa um primeiro passo importante para resolver um dos principais problemas do setor de crédito no país: a assimetria de informações entre os participantes do mercado de crédito”.

Acesse aqui o manifesto completo emitido pela ABCD.

E aí, curtiu saber o que é ABCD Fintech? Então continue acompanhando nosso blog e assine nossa newsletter para ficar por dentro de todas as inovações do mundo financeiro digital! 

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