Para iniciar uma startup, não basta ter apenas uma grande ideia. É preciso muita pesquisa, estudo, análise e estruturação. Mas também não é nenhum bicho de sete cabeças para quem está focado e determinado.

Neste artigo, vamos te ensinar como abrir uma Fintech de crédito em apenas 8 passos, com direito a exercício práticos.

Como abrir uma Fintech de crédito

Listamos aqui oito passos essenciais de como abrir uma Fintech de crédito. Sugerimos que você leia o artigo todo e salve-o para ir fazendo cada etapa aos poucos, conforme a sua ideia de negócio vai evoluindo e amadurecendo.

Com foco, dedicação e determinação, seguindo nosso passo a passo, você conseguirá abrir o empreendimento que tanto deseja, mesmo que ainda não tenha nenhuma ideia brilhante!

Primeiro passo: entenda o que é uma Fintech de crédito e como ela atua

Para que qualquer negócio dê certo, é preciso de dois ingredientes importantes: conhecer o seu negócio e contratar pessoas competentes e especializadas para trabalhar com você.

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Então, o primeiro passo para abrir uma Fintech de crédito de sucesso é estudar muito sobre esse tipo de segmento, os produtos e serviços que já são oferecidos, o mercado, os nichos e assim por diante.

De modo geral, as Fintechs são startups prestadoras de serviços financeiros, pautadas por ideias inovadoras e disruptivas.

As Fintechs de crédito são startups que oferecem produtos e serviços de crédito, como empréstimos e financiamentos. Elas podem até mesmo criar suas próprias CCBs (Cédulas de Créditos Bancários, espécie de título de crédito).

As Fintechs de crédito atuam de modo a propiciar novas experiências de contratação de serviços financeiros, baseando-se principalmente na desburocratização sem impactar na segurança das operações.

Elas também oferecem um relacionamento remoto no qual as clientes podem utilizar seus smartphones para resolver a maioria das demandas ou necessidades.

Indo além das facilidades de contratação e de uma experiência mais completa, os serviços de uma Fintech de crédito são mais baratos.

O que torna isso possível é o fato de elas se basearem em conceitos tecnológicos como o armazenamento em nuvens. Essa forma de atuação não compromete a segurança e evita vários custos administrativos/legais, facilitando a obtenção de preços menores.

Segundo passo: resolva um problema

O segundo passo de como abrir uma Fintech de crédito de sucesso é ter uma ideia inovadora. Mas inovar é algo que passa bem distante de copiar e fazer “mais do mesmo”. O objetivo da Fintech é atuar exatamente onde os serviços financeiros estão ultrapassados. Ache aquela brecha no mercado e a ataque com uma oferta inovadora de serviço.

Uma das melhores maneiras para fazer isso é resolvendo um problema do usuário desse serviço. Ao identificar um problema que os clientes costumam ter, a sua Fintech de crédito já nasce com um nicho de mercado a ser atendido.

Além disso, criar algo em cima de problemas pode ajudar o empreendedor a conseguir investimentos. Um dos principais itens avaliados por aceleradoras na hora de escolherem novos negócios para investir é a ‘dor’ que a empresa está se propondo a resolver.

Exercício prático

Se você ainda não tem um projeto sólida do serviço que a sua Fintech irá oferecer, aí vai uma sugestão de exercício que você pode fazer para tentar lapidar as ideias que brotam na sua cabeça.

Nesta semana, toda vez que você entrar em uma empresa ou usar um serviço, pense no problema que ele resolve – e se realmente resolve.

Inicialmente, pense com a cabeça de consumidor. Depois analise detalhes de como o negócio monta sua estrutura para isso, desde a localização, equipe, entre outros.

Como segunda parte do exercício, comece a anotar os problemas do seu cotidiano e tente encontrar uma solução para cada um deles. Mas atenção: encontre a raiz do problema, não os sintomas.

Se o seu foco é abrir uma Fintech de crédito, analise os problemas voltados para empréstimos e financiamentos. Converse com amigos e veja quais são as reclamações que eles têm sobre esses serviços.

Encontrou o problema e a sua solução? Pesquise no mercado se existe uma solução adequada. Mesmo que exista, ela pode ser melhorada?

Também se questione se outras pessoas/empresas têm o mesmo problema ou se é algo particular. Se for uma questão muito específica, pode não haver mercado. Mas se for mais abrangente, pense em quem seriam os potenciais clientes e onde eles estão.

Se você chegou até essa parte, você pode ter encontrado a sua ideia para uma Fintech de crédito.

Terceiro passo: estude a concorrência

Antes de abrir uma Fintech de crédito, você deve analisar o panorama do mercado e as possíveis ameaças ao negócio. O mapeamento da concorrência permite a identificação de seus pontos fortes e fracos e gera oportunidade de inovação.

A concorrência de mercado é positiva, pois demonstra que existe demanda para o seu produto ou serviço.

Quem são meus concorrentes?

Os concorrentes são os solucionadores do mesmo problema que a sua empresa resolve. Sabe qual é um dos maiores concorrentes de O Boticário? Você se surpreenderia se eu dissesse que é a Cacau Show? Elas são concorrentes na venda de presentes em datas comemorativas.

Um plano de negócios de uma loja de O Boticário que ignorasse outros “vendedores de presentes”, provavelmente estaria incompleto. Considere portanto, quem realmente disputa com você as compras de seus clientes.

Algumas perguntas para identificar os concorrentes:

– Quais são os preços dos serviços que você também vende;

– A equipe é especializada?

– Quantas pessoas trabalham na empresa?

– Seu concorrente tem grandes clientes? Quem são eles?

– O que a concorrência oferece como diferencial?

– Quais serviços representam competição direta com os seus?

Conhecer a concorrência será um trunfo

Você já ouviu falar em benchmarking? A expressão é originária da palavra inglesa “benchmark”, que significa “referência”. Na prática, ela se refere a criar estratégias baseadas em ações já consolidadas no mercado, podendo, assim melhorar o desempenho e performance em relação aos concorrentes.

Uma das explicações mais populares para o sucesso das empresas em comparação com seus concorrentes é a das competências empresariais. Competências foram definidas por Prahalad e Hamel como o conjunto harmônico de ativos e habilidades que levam ao desempenho superior.

Portanto, se vamos analisar os concorrentes, precisamos saber quais são suas competências. Se forem boas, como podemos combatê-las? Se forem fracas, como explorá-las. E quais são as competências necessárias para um negócio?

Também é preciso analisar para onde os seus concorrentes estão indo. É preciso sempre ter em mente que o mercado não é algo estático. É preciso tentar inferir o que os concorrentes planejam para o futuro.

Para te ajudar nessa difícil missão, lance mão de informações na imprensa e reportes anuais. Identificar para onde seus concorrentes estão indo pode te mostrar oportunidades de negócio.

Outro fator interessante é pensar na colaboratividade. Muitas vezes, o concorrente não precisa ser visto como um adversário, mas sim como um aliado. É possível que as empresas ofereçam coisas distintas, podendo se tornar complementares uma para as outras. Muitas startups, e até mesmo Fintechs, fecham diversos tipos de parcerias.

Quarto passo: criação da persona e definição do nicho de atuação

O quarto passo de como abrir uma Fintech de crédito é a criação da persona e a definição do nicho de atuação.

As Fintechs buscam se especializar em um nicho específico. Essa é uma forma de se diferenciar da concorrência.

Essa definição de um nicho também ajuda a criar um sistema mais funcional e menos burocrático para a sua Fintech.

Grandes Fintechs possuem um carro-chefe bem definido. Muitas oferecem apenas um único produto e se dedicam a sua qualidade. Assim, a chance de prestar um serviço beirando a perfeição é maior.

Ter um nicho de mercado bem definido também ajuda na construção da persona. A persona é baseada em situações e informações reais sobre as características pessoais e comportamentos de seus clientes.

A persona leva em consideração dados como: motivações, preocupações, medos e objetivos de seus clientes.

É claro que trata-se de uma representação fictícia, já que busca encontrar características compartilhadas pelos clientes e/ou potenciais clientes. Estes não serão iguais, mas alguns atributos não são apenas individuais, e sim coletivos.

A persona é o seu cliente ideal. Saber quem é o seu cliente ideal e onde ele está é crucial para a prospecção futura.

Há diversas formas de definir uma persona, desde pesquisas e entrevistas até mesmo aos criadores de personas virtuais.

O importante é buscar o maior número de dados necessários possível. Não generalize demais e nem especifique muito. Procure manter um equilíbrio para encontrar a persona correta.

Outro fator importante é desconsiderar o “eu acho”. É claro que as opiniões da equipe são essenciais nesse processo. Entretanto, para que a estratégia de criar uma persona seja efetiva, é necessário estabelecer informações e dados concretos.

Não precisa definir apenas uma persona. Seu negócio pode ter várias personas. Há uma série de perguntas base que você pode seguir:

– Nome;

– Idade;

– Sexo;

– Estado civil;

– Ocupação/Profissão;

– Local de trabalho;

– Nível de escolaridade;

– Objetivos de sua persona (nível acadêmico, profissional, familiar);

– Por qual meio é mais atingida (redes sociais, meios de comunicação de massa);

– Quais são seus hobbies?

– Quais são seus medos, desejos e expectativas?

– Quais as maiores dificuldades que deseja resolver?

– Quais são os seus planos para o futuro?

– Quais as suas marcas/empresas/produtos preferidos?

– Como interage com essas marcas/empresas/produtos?

Exemplo de uma persona

Vamos supor que uma faculdade queira aumentar o número de matrículas para todos os cursos de pós-graduação. Um exemplo de persona a ser trabalhada por essa faculdade pode ser definido abaixo:

Matheus Campos, 28 anos.

Matheus mora sozinho e possui o próprio carro, já que mora um pouco distante do seu trabalho. Ele sempre gostou de estudar e aprender coisas novas. Seus hobbies incluem praticar esportes, ler e viajar.

Matheus concluiu sua graduação em Relações Públicas há 5 anos e atualmente trabalha em uma empresa que realiza eventos internacionais, desde apresentações musicais até mesmo feiras de artesanato. Matheus gosta bastante de onde trabalha e, por isso, deseja obter mais conhecimento para aumentar suas oportunidades de crescimento na empresa em que atua.

Matheus é uma pessoa muito conectada ao mundo digital. Está sempre presente em diversas redes sociais para interagir com seus amigos e ficar por dentro das novidades. O Youtube é sua rede social preferida, já que gosta bastante de um conteúdo mais visual que textual.

Agora é sua vez de tentar! Bora colocar a mão na massa?

Quinto passo: foque na tecnologia para eliminar a burocracia

Não poderia ser diferente. As Fintechs devem prestar serviços da maneira mais simplista possível. Para complicar, já existem os bancos. Para que ir a uma agência solicitar um cartão, abrir uma conta, se temos nos bolsos smartphones capazes de resolver tudo isso, sem nem precisar fazer uma ligação?!

Excluir 100% da burocracia é quase impossível, mas é possível tornar os processos financeiros mais dinâmicos e, inclusive, intuitivos. Elimine processos de entrega de documentos, correspondências e telefonemas.

Mas, atenção: a tecnologia não deve estar somente nos processos. Disponibilize formas mais inovadoras de atendimento ao cliente, consultas, segurança e qualquer outro processo “não financeiro”.

Sexto passo: prototipe e valide sua ideia antes de lançá-la

Todos os empreendedores que passam pelos novos programas de aceleração de startups aprendem que uma ideia em si não vale nada e que o mais importante é como o mercado reage a ela.

Criar o seu primeiro Produto Mínimo Viável (MVP) também deve estar entre as prioridades de quem deseja fundar uma startup. O seu produto mínimo viável, inclusive, pode ser algo bastante simples, de baixa fidelidade, ou até mesmo uma landing page do produto.

Trata-se de um protótipo que será utilizado para validar as hipóteses definidas na criação da persona — por isso, esses dois passos devem acontecer, preferencialmente, de forma simultânea.

Aqui já é, também, o momento ideal para definir modelo de receita e estrutura de custos, de modo que você comece a entender como vai ganhar dinheiro.

Importante: você já pode começar a monetizar desde o primeiro dia com o seu MVP, comprovando que o negócio é viável.

Esta é uma fase de pura pesquisa, na qual você precisará ouvir empaticamente o seu potencial cliente — no ambiente dele —, entendendo também se a operação será B2C ou B2B. O objetivo é encontrar a relação e conexão entre a sua ideia e o cliente.

Após esse levantamento, pode ser que você perceba que a sua hipótese estava parcial ou totalmente incorreta.

Assim, após essa fase de validação, pode existir a necessidade de pivotar sua ideia, isto é, mudar o seu modelo de negócios a fim de adaptá-lo à necessidade do seu cliente.

Sétimo passo: regulamentações para Fintech de crédito

O Conselho Monetário Nacional (CMN), em abril de 2018, resoluções que permitem as Fintechs a concederem crédito sem a necessidade da intermediação de um banco.

Com as novas regras, as Fintechs puderam eliminar um intermediário da cadeia e, assim, reduzir custos. A expectativa agora é que essas startups possam aumentar a competição na oferta de crédito, diminuindo as taxas de juros exorbitantes cobradas em empréstimos e financiamentos no Brasil.

Para que a sua Fintech de crédito seja enquadrada como instituições financeiras, ela terá que obedecer a requisitos operacionais e prudenciais proporcionais compatíveis com o seu porte e perfil.

Você precisará pedir autorização para que sua empresa opere como instituição financeira ao Banco Central. Os processos de adesão foram simplificados para facilitar a entrada de startups.

As Fintechs podem se registrar de duas formas: como uma Sociedade de Crédito Direto (SCD), que empresta a partir de capital próprio por meio de plataforma eletrônica, ou uma Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), que intermedeia capital entre o credor e o devedor em modelo de peer to peer lending (ou P2P) por meio de plataforma eletrônica.

Para as SEPs, os investidores podem realizar operações com limite máximo de 15 mil reais cada. Antigamente, cada credor só poderia aportar 50 mil reais na soma de todas as suas operações (exceto investidores qualificados).

Ao se registrar como instituição financeira, haverá a necessidade de divulgação de dados para o Banco Central, o que é importante para a manutenção da solidez de nosso sistema, mas traz custos adicionais.

O registro no Banco Central não é obrigatório, mas permitirá que a sua Fintech seja independente de instituições financeiras e não atue como correspondente bancária.

Tendo o status de instituição financeira, a sua Fintech poderá se responsabilizar pela emissão de seus títulos de crédito – papéis de dívida responsáveis por captar dinheiro com investidores no mercado de capitais de recursos restritos e, assim, financiar os empréstimos e financiamentos cedidos pelas startups.

Segurança Cibernética

Com a regulamentação também vieram algumas responsabilidades importantes. O Conselho Monetário Nacional determinou que até 6 de maio de 2019 as instituições financeiras terão que implementar uma política de segurança cibernética.

Essa política tem como objetivo assegurar que o sistema seja resistente a ataques virtuais, incluindo proteção contra roubo de dados pessoais de clientes.

A resolução prevê que as instituições sejam obrigadas a estabelecer requisitos para contratação de serviços de processamento, armazenamento de dados e computação na nuvem.

As instituições que já tiverem contratado a prestação de serviços relevantes de processamento, armazenamento de dados e de computação em nuvem, no Brasil ou no exterior, devem apresentar ao Banco Central do Brasil, no prazo máximo de cento e oitenta dias cronograma para adequação a esse novo regramento.

Oitavo passo: buscar investidores

Para tirar uma ideia do papel, acelerar o crescimento de uma empresa ou promover um salto de expansão, é preciso buscar por investimentos. Essa é uma etapa importante para que você passe a ganhar tração e espaço no mercado.

Existem vários tipos de investimentos para startups e Fintechs. Neste artigo, mostramos onde estão os investidores e quais tipos de investimento buscar em cada fase de desenvolvimento da sua empresa.

Para buscar a maioria dos investimentos, você só precisa ter uma ideia concreta de modelo de negócio e um pitch de apresentação.

O pitch nada mais é do que uma apresentação curta, de 3 a 5 minutos, realizada com o objetivo de despertar o interesse de quem está te ouvindo. De forma sucinta, ela explica qual problema a sua startup está disposta a resolver, qual o seu diferencial na comparação com as demais ideias e como você vai ganhar dinheiro com isso.

Desafios das Fintechs de crédito

Agora que você aprendeu como abrir uma Fintech de crédito, temos que te alertar que nem tudo serão flores. Há muitos desafios a serem vencidos. Mas sabemos que como empreendedor, é exatamente isso que te impulsiona e motiva: o desafio!

Pessimismo

Para começar sua Fintech, você terá que enfrentar o pessimismo, já que muitos irão dizer que a sua ideia não vai dar certo ou que é impossível enfrentar as grandes instituições financeiras.

Vender cultura

Após abrir a sua Fintech de crédito, será necessário construir uma nova cultura. Você precisará convencer os consumidores a comprar a sua cultura, não seu serviço.

Formação de equipe

Outro ponto que é desafiador para os empreendedores é a formação de uma boa equipe. O número de desenvolvedores e engenheiros que temos hoje no mercado brasileiro não é tão grande quanto a demanda que existe.

Reciclagem constante

É preciso estar constantemente identificando oportunidades assim como se renovando e inovando. A tecnologia de ponta tem “prazo de validade” cada vez menor, já que é uma área que está em rápido desenvolvimento e novos recursos surgem a todo momento.

Sendo assim, uma Fintech de crédito terá que estar em a inovação constante para criar processos melhores. Assim, será possível atuar em alto nível e gerar uma experiência agradável para os clientes.

Educação financeira

Outra questão bastante importante é a falta de uma educação financeira de qualidade por parte da maioria dos consumidores. Quando as Fintechs aliam a questão financeira à tecnológica, parece ainda mais difícil transmitir essa mensagem.

Por isso, é necessário utilizar uma linguagem clara e que passe a segurança necessária para o cliente tomar a decisão de escolher esse modelo de negócio como a melhor solução para o seu caso.

Dificuldade de conseguir crédito

A dificuldade da maioria da população em conseguir crédito junto aos bancos é um desafio para ambas as partes. As Fintechs precisam encontrar uma maneira para lidar com isso, tendo em mente duas questões: a segurança da empresa e a necessidade de captar clientes.

Definir critérios e filtros é uma das maneiras de obter essa segurança e oportunizar crédito mesmo para pessoas negativadas, mas que são boas pagadoras.

Altos investimentos em marketing

O mercado financeiro é altamente concorrido. No caso das Fintechs no Brasil, além da concorrência com outras empresas que optam pelo mesmo modelo, elas precisam lidar com as instituições bancárias tradicionais que oferecem serviços similares.

Juntando isso a pontos citados, como educar a população sobre as vantagens desse novo formato, fica claro que será necessário investir em marketing para que a marca possa se tornar conhecida.

Exemplos de Fintechs de crédito de sucesso

Conheça algumas startups financeiras que estão se dando bem nesse mercado e aprenda com elas a como abrir uma Fintech de crédito de sucesso.

Geru

O foco da Geru é a liberação de crédito. A entidade busca as melhores taxas do mercado e traz isso para uma interface simples, um sistema fácil e que tenta ajudar na concessão de crédito aos clientes.

No site deles, você insere o valor que busca de crédito, informa detalhes do prazo para quitar o empréstimo e fala sobre o uso desse dinheiro, a finalidade. Rapidamente você terá as informações como valor das parcelas e onde conseguir o menor juros.

Creditas

A Creditas é outra plataforma para quem busca crédito online.  A empresa oferece esse serviço com a possibilidade de usar como garantia o seu automóvel ou imóvel. Com isso, a entidade consegue baixar os juros e até emprestar valores mais altos. Por exemplo, com um imóvel como garantia, o valor mínimo para empréstimo é de R$ 30 mil com juros a partir de 1,15% ao mês.

Lendico

Outra opção que faz parte da lista de Fintechs de crédito é a Lendico. O site da empresa oferece a concessão de crédito totalmente online, sem ter que sair de casa.  A taxa de juros ao mês é a partir de 2,97% e os pagamentos podem ser feitos em até 36x.

Ant Financial

A chinesa Ant Financial está sendo considerada a maior Fintech do mundo e já vale US$ 150 bilhões.

A Ant Financial tem um foco muito claro: habilitar indivíduos e pequenos negócios ao redor do mundo a terem igual acesso a serviços financeiros. Um modo de fazer isso é facilitando a realização de pagamentos mobile.

Tendo em mente a dificuldade enfrentada por indivíduos e pequenos negócios que precisam de capital e focada em empoderar esse público, a Ant Financial também tem uma plataforma de empréstimo. A forma como ela funciona é simples (e rápida), conhecida como modelo 310:

– É preciso somente três minutos para preencher o requerimento de empréstimo;

– Basta apenas um segundo para analisá-lo e aprová-lo (ou não) em tempo real;

– A operação conta com um total de zero pessoas envolvidas: é tudo feito por inteligência artificial.

Neste artigo aqui, você conhece mais a fundo os motivos que tornaram essa Fintech o fenômeno que ela é hoje.

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