Até junho de 2018, o Brasil havia registrado um aumento de 22% no número de fintechs, chegando a um total de 377 instituições do tipo atuantes no país.

Nada mais justo, então, do que apontar um panorama de fintechs no Brasil em 2019, destacando quais se destacaram ao longo do ano, concorda?

Afinal de contas, essas empresas chegaram com um objetivo ambicioso de faturar em um mercado tradicionalmente restrito às grandes instituições financeiras. Com o sucesso da empreitada, novas possibilidades têm mostrado que o consumidor ganha, e muito, com as centenas de players novos.

Acompanhe-nos ao longo desta leitura, e descubra quais são as principais fintechs no Brasil em 2019!

O conceito de fintech

Consumidores e profissionais já lidam com esse tipo de empresa, atualmente, e podem nem saber que se trata de uma fintech. Isso porque a popularidade dessas organizações tem se mostrado tão elevada quanto a relevância dos seus serviços.

Resumidamente, fintech é a junção de dois termos em inglês financial (financeiro) e technology (tecnologia). Só que isso não significa que as fintechs se limitam aos bancos digitais que têm proliferado no mercado com grande velocidade.

Afinal, os serviços financeiros podem se estender para outros setores também, todos eles amparados por soluções e tendências digitais que dão novos rumos a esse setor de atuação tão significativo.

Abaixo, reunimos algumas das áreas de atuações que as principais fintechs no Brasil em 2019 atuam — bem como as principais marcas ao redor do mundo têm concentrado os seus serviços:

  • fintechs de pagamento, que são aquelas compostas por serviços focados em pagamentos digitais e na oferta de cartões de crédito ou máquinas para o pagamento com cartões, por exemplo;
  • fintechs de crédito, que também se enquadram nas modalidades de empréstimos para pessoas física ou jurídica. Tendem a ser ágeis na análise de crédito para os clientes, facilitando todo o processo de maneira automatizada;
  • fintechs de crowdfunding, que são startups tecnológicas cujo foco principal é a organização de ideias para a obtenção de financiamentos coletivos (ou, do inglês, crowdfunding);
  • fintechs de bitcoins, aquelas que facilitam as transações entre os investidores da popular moeda digital;
  • controle financeiro também se enquadra entre as grandes fintechs no Brasil em 2019, promovendo soluções digitais que auxiliam no controle, monitoramento e na definição de metas financeiras dos usuários;
  • fintechs de investimento, por fim, que dão novos significados ao trabalho das tradicionais corretoras de valores.

Tendo tantas áreas distintas e focadas em soluções tão amplas, é de se entender que as fintechs no Brasil em 2019 despertem mais e mais espaço no mercado nacional e internacional, não é mesmo?

Fintechs no Brasil

No país, o já mencionado crescimento das fintechs tem valorizado, em grande parte, os diferentes meios de pagamento. São questões, em parte, associadas à automação de processos para a geração de boletos, facilitar a cobrança para os clientes e tornar o empreendedor mais flexível e móvel (por meio dessas máquinas portáteis para o pagamento com cartões).

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Entretanto, as fintechs no Brasil em 2019 ainda permanecem levemente focadas no mercado entre empresas (B2B), em sua maioria. E, em comum, o porte delas: são poucas as empresas com mais de 100 funcionários.

Ou seja: embora estejam evidentemente sob a lupa de especialistas do mercado, as fintechs ainda conservam algumas das principais características de uma startup.

Entre mais de 500 fintechs no Brasil em 2019 — também vistas como as empresas do futuro —, uma recente pesquisa atualizou o ranking de empresas com base na quantidade de serviços prestados nos diversos segmentos, ficando assim:

  • meios de pagamento;
  • crédito;
  • backoffice;
  • risco e compliance;
  • criptomoedas;
  • investimentos;
  • fidelização;
  • finanças pessoais;
  • crowdfunding;
  • serviços digitais;
  • tecnologia;
  • dívidas;
  • cartões;
  • câmbio.

Viu como existem muitas empresas capazes de contribuir ativamente com a revolução do mercado, dentro desse amplo contexto de transformação digital?

No entanto, a questão que fica pendente é a seguinte: quais foram as grandes fintechs no Brasil em 2019?

As fintechs no Brasil em 2019: os destaques do ano

A seguir, vamos destacar algumas das principais fintechs no Brasil em 2019. Vamos ver quais delas você já conhece ou, quem sabe, utiliza os seus serviços?

Creditas

Fundada em 2012, a Creditas oferece crédito para os seus consumidores, assumindo, como garantia, algum tipo de bem (como imóveis ou veículos).

A empresa acredita que, ao longo de 2019, serão liberados quase R$ 350 milhões para concretizar a sua ambiciosa meta de tornar-se a grande empresa de empréstimos com garantia na América Latina.

Com base nos recentes aportes recebidos (como o de R$ 165 milhões pelo fundo de private equity Vostok), a Creditas tem dado passos largos na realização dos seus objetivos — tornando-se uma das grandes fintechs no Brasil em 2019.

Guia Bolso

Também de 2012, a empresa apresentou-se para o mercado como um aplicativo focado no controle das receitas e despesas da pessoa física. Para isso, os seus registros e dados bancários eram importados para o app. Mas o trabalho do Guia Bolso tem evoluído continuamente, agora também apresentando ao usuário recomendações financeiras com base nos seus perfis e comportamentos.

Neon

A fintech está no mercado desde 2015, com um repertório diversificado de serviços, como:

  • contas digitais;
  • meios de pagamentos sem tarifas;
  • cartões de crédito;
  • investimentos.

Presente entre as grandes fintechs no Brasil em 2019, o Neon dobrou a base de clientes, no ano de 2018, agora somando pouco mais de 1,7 milhão de usuários. E, para manter a onda de desenvolvimento, a empresa já está planejando uma nova proposta de captação com investidores.

Xerpa

Inicialmente pensada como uma plataforma de automatização de processos para o setor de RH, a Xerpa ficou de olho nas grandes tendências do setor e identificou uma oportunidade incrível.

Por meio da manutenção do bem-estar financeiro dos colaboradores, a empresa percebeu que os índices de RH e Financeiro podiam ser melhorados significativamente. E, assim, o salário sob demanda entrou na lista de prioridades da Xerpa.

Foi assim que, no início do ano, a startup lançou um novo recurso para a sua plataforma: o Xerpay. Foram R$ 16 milhões captador para a consolidação da sua ferramenta. E, de acordo com o CEO da startup, Nicholas Reise, a ideia é fazer com que as pessoas não sofram mais com o estresse financeiro influenciado pelos juros elevados de cheques especiais e outros tipos de empréstimos custosos.

Inclusive, se você quiser saber um pouquinho mais sobre uma das principais fintechs no Brasil em 2019 — e responsável pela elaboração deste conteúdo —, aproveite para conhecer o blog da Xerpa! Por lá, você vai conhecer todas as soluções oferecidas pela empresa, além de dicas para promover melhorias ao setor de financeiro e algumas orientações sobre investimentos!

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