As fintechs de pagamento são as que mais se aproximam do uso cotidiano do consumidor final, já que sua função é simplificar o processo de compra e venda de bens e serviços. E, no Brasil, também representa a maioria dessa categoria de startups. 

Alguns diferenciais que as fintechs de pagamento oferecem são máquinas de cartão sem cobrança de aluguel e diversas opções diferenciadas de cartão de crédito, como os pré-pagos. 

Assim como faz parte da proposta básica de qualquer fintech, as especializadas em serviços de pagamento também surgiram para agilizar processos burocráticos e que pouca praticidade apresentam na vida do consumidor. 

Utilizando de aparelhos eletrônicos, é possível realizar compras online sem a necessidade de possuir uma conta em banco ou pagar boletos sem precisar ir a um caixa eletrônico. 

O investimento em infraestrutura, uso em larga escala de meios digitais e desenvolvimento de novas tecnologias permite uma descentralização do poder financeiro. Com isso, os consumidores não são mais “reféns” de bancos tradicionais, como há alguns anos. 

As soluções oferecidas pelas fintechs de pagamento são especializadas e customizadas às necessidades dos clientes. 

Dessa forma, há uma mudança que acontece no ato de pagar e receber, fazendo com que a experiência de consumo como um todo seja muito mais agradável, tanto ao cliente quanto ao provedor. 

Mas essas fintechs vão além de tecnologias de transações feitas com cartão. Uma das suas fortes características é o desenvolvimento de plataformas próprias de pagamento. 

A ideia é que os provedores, de marketplaces a empreendedores, consigam gerenciar as operações de pagamento de seus clientes, dispensando a máquina de cartão ou até a presença física dos envolvidos para isso.

Como as Fintechs de pagamento têm impactado o mercado

As fintechs de pagamento representam uma das maiores forças nessa terceira onda do mercado financeiro. 

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Desde seu surgimento, quando poucos bancos exerciam o oligopólio do setor, ainda na primeira onda, inovações e novas formas de realizar pagamentos vêm surgindo aceleradamente. 

Passamos então de uma forte centralização dos bancos a um mercado mais aberto, quando surgiram as famosas maquininhas de cartão e tivemos maior democratização no acesso a cartões, configurando a segunda onda. 

Agora, em vasta expansão, já na terceira onda, as fintechs de pagamento se desprendem ainda mais dos terminais bancários, inovando o mercado constantemente. 

Além do impacto direto causado pela utilização e ampliação das fintechs de pagamento, há também o impacto indireto, que consiste, por exemplo, nas mudanças de regulamentação aplicadas pelo Banco Central em 2018. 

Entre essas alterações, está a flexibilidade de autorização para funcionamento das instituições de pagamento, de forma que elas têm liberdade de atuar, ficando sujeitas a autorização apenas a partir de determinada receita. 

Outras mudanças são o reconhecimento do sub credenciador, que se trata de um agente facilitador de pagamentos, e a definição de um limite para o percentual cobrado pelas emissoras de transação com cartão de débito. 

Há uma série de outras alterações que vêm com o objetivo de fomentar a competição e ampliar o uso de tecnologia em transações de pagamento e recebimento.

Exemplos de fintech de pagamento

Os exemplos abaixo são apenas alguns nomes de fintechs de pagamento presentes no mercado brasileiro e mundial, uma vez que o número só tende a crescer. 

A BPP, inclusive, se tornou a primeira fintech brasileira a lançar uma carteira digital com tecnologia de pagamento via tokien como alternativa a plataformas como Samsung Pay e Google Pay. 

Vantagens das Fintechs de pagamento 

Mesmo que as alternativas como aluguel de máquinas, que possibilitam o pagamento através de cartão, já existissem no mercado, as altas taxas acabavam limitando o acesso de lojistas e prestadores de serviço que não tivessem condição de arcar com as altas mensalidades. 

Sem contar a falta de concorrência no setor e fidelização de bandeiras, que provocava altos custos. 

As soluções trazidas pelas fintechs facilitam tanto na hora do lojista receber quanto do consumidor pagar. 

A opção de cartão de crédito pré-pago permite que os “desbancarizados”, aquelas pessoas que não possuem conta, possam usar a função crédito para suas compras.  Na outra ponta, o lojista tem uma variedade grande de máquinas que pode contratar sem aluguel. 

Outro destaque presente em algumas fintechs de pagamento é uma plataforma própria para realização de compra, venda e até transferências entre pessoas. Dessa forma, o usuário da plataforma consegue se tornar um provedor de serviços de pagamento, o modelo peer to peer. 

O crescente uso do QR Code, que funciona como uma leitura de código de barras que pode ser feita por smartphones, tablets ou computadores também é uma grande inovação trazida pelas fintechs de pagamento. 

Seguindo o padrão de descentralizar o poder das operações, as fintechs de pagamento não são restritivas. Isso quer dizer que uma máquina produzida por uma fintech aceita cartões de qualquer outra empresa, por exemplo. 

Além disso, assim como todas as outras inovações trazidas pelas fintechs geram uma onda de concorrência por parte dos bancos, com as opções de pagamento não é diferente. 

Alguns dos bancos tradicionais, como o Santander, já estão investindo em plataformas de pagamento online próprias, dispensando o uso dos cartões, portanto, isso também gera benefícios para os correntistas dessas instituições. 

Agora que você já sabe o que é fintech de pagamento, conta para a gente, o que achou dessa nova maneira de pagar pelos serviços e produtos que utiliza no dia a dia?

Ah, e continue acompanhando nosso blog para ficar por dentro de todas as inovações do mundo financeiro digital! 

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