Você sabia que existe site para investir em startup? Pois é, eles te ajudam a se tornar sócio do negócio. Apesar de o investimento em startup ter um alto risco, ele é extremamente lucrativo. Quer um exemplo? Quem investiu 1.000 dólares quando a Amazon vendeu suas primeiras ações, nos Estados Unidos, ganhou meio milhão 20 anos depois. O lucro, segundo a Business Insider, foi de 500.000%.

A boa notícia é que não precisa ter milhões de reais para entrar nesse jogo. Isso porque uma nova modalidade, o equity crowdfunding (“investimento coletivo”), vem popularizando o acesso a companhias novatas com futuro promissor.

Nesse esquema, fundadores fazem ofertas públicas de suas startups, numa espécie de “mini-IPO”. Tudo acontece de maneira online, por meio de site para investir em startup.

Surgido em 2009, o equity crowdfunding era praticado de maneira informal até ser regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), regulador do mercado financeiro, em julho de 2017.

Sites para investir em startups

Após a regulamentação, alguns sites para investir em startups já se cadastraram na CVM e vamos listá-los aqui para você:

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EqSeed

Fundada em 2015, o EqSeed efetua rodadas de investimento de até R$ 5 milhões. É possível aplicar a partir de R$ 5.000. Assim como os outros sites para investimento em startups, por enquanto permite apenas a compra de ações.

Na plataforma, o processo de captar investimento gira em torno de uma rodada online, permitindo que as empresas sejam vistas por um número grande de investidores individuais.

O EqSeed fornece um único conjunto de termos para todos os seus investidores, o que simplifica o processo de negociação e o faz mais barato. A equipe da plataforma lida com toda a burocracia associada ao processo, permitindo a startup focar no seu negócio.

Mas não são todas as startups que conseguem entrar no EqSeed, não. As empresas são filtradas por qualidade, modelo de negócios e validação de dados jurídicos. A plataforma já analisou 2500 startups. Em três anos, apenas 23 foram aprovadas para ter a rodada de investimentos.

Kria

Por meio da plataforma online Kria, qualquer um pode investir em organizações inovadoras e de impacto, a partir de R$ 500, e criar novas conexões com pessoas e negócios promissores.

O Kria já captou mais de R$ 16 milhões para 50 startups, com mais de 1.000 investidores. Em 2014, fez a primeira captação online para si mesmo.

Após a aprovação da regulamentação para crowdfunding, em meados de 2017, a procura de empreendedores pela plataforma triplicou, atraindo assim o interesse do fundo Leblon Equities, que adquiriu 10% da empresa em uma oferta secundária e está agora liderando a terceira rodada de captação da empresa.

Por isso, a Kria vem se reposicionando e adotando uma estratégia ainda mais em rede, com novas marcas e parceiros especializados por segmento, que poderão ter acesso à tecnologia e à permissão regulatória da plataforma em um modelo de crowdfunding as-a- service.

O Kria tem um histórico importante na captação de investimento para negócios de impacto. O caso de sucesso mais conhecido é o do Programa Vivenda, que oferece serviços de reformas residenciais a famílias de baixa renda.

CapTable

A CapTable é uma plataforma de investimentos online que te permite investir em startups a partir de R$ 1 mil. Para que o interessado comece a investir, basta seguir apenas 4 passos (cadastro, valor a investir, confirmação dos termos e TED).

O impacto positivo que uma ferramenta com este propósito pode gerar no ambiente de inovação e na economia é imensurável. O desafio complexo de criar este sistema digital exige uma combinação igualmente complexa de habilidades e conhecimentos.

Para levar a cabo essa tarefa, a CapTable formou um time de especialistas capazes de liderar o ecossistema em direção a este novo paradigma, alavancando negócios promissores e gerando riqueza e empregos.

StartMeUp

Lançado em 2015, o StartMeUp é o primeiro site para investir em startup a oferecer um meio de pagamento integrado (cartão de crédito, boleto etc.) e uma plataforma de RI 100% integrada, assim como um sistema de assinatura eletrônica.

A plataforma também oferece um ambiente completo de relações com investidores onde a startup captando, consegue se comunicar com os investidores.

No caso da StartMeUp, o título emitido pelas empresas em captação é um Contrato de Investimento Coletivo, com opção de conversão do investimento em participação no capital social de sua emissora, o qual permite ao investidor participar, efetivamente, dos resultados da empresa investida, mesmo antes da conversão.

Até agora, a StartMeUp realizou duas captações de investimento públicas e três privadas. A primeira captação foi realizada pela própria conta da empresa. Em apenas 19 dias, a StartMeUp conseguiu arrecadar R$ 300 mil através de 36 investidores de todo o Brasil.

A segunda captação pública foi realizada para a Nuveo, startup que fornece uma nuvem inteligente, que conseguiu arrecadar R$ 1,3 milhão, incluindo R$ 580 mil numa captação pública em 6 meses. A plataforma conta hoje com mais de 4 mil investidores.

A nova regra da CVM permite captações de até R$ 5 milhões por uma sociedade anônima ou limitada que fatura até R$ 10 milhões por ano. Uma sociedade limitada que fatura até R$ 4,8 milhões por ano consegue captar até R$ 2,4 milhões a cada 12 meses.

Para captar investimentos com a StartMeUp, qualquer startup pode se cadastrar na plataforma e enviar a documentação exigida para que a equipe possa avaliar a viabilidade dessa potencial captação.

As startups com um produto ou serviço já desenvolvido têm prioridade na análise da plataforma, que evita startups em estágio muito inicial.

Depois do processo de due diligence, é apresentada a resposta, negativa ou positiva, para o empreendedor.

Para o investidor, a StartMeUp oferece participações a partir de R$ 1.000 e caso a startup não atinja o valor alvo, o dinheiro volta para o investidor.

A StartMeUp reformulou toda a plataforma recentemente e além de um novo projeto gráfico, foi criada uma navegação mais simples e dinâmica com novas ferramentas e serviços.

Novas ofertas de investimento também estarão disponíveis na plataforma nos próximos meses e estão previstas captações públicas e privadas para startups de vários setores como drones, marketplace, mobilidade urbana, recursos humanos e TI.

Equity Crowdfunding X Financiamento Coletivo

A maioria das plataformas de crowdfunding são baseadas em doação ou prêmios. Com crowdfunding centrado em doação, você doa dinheiro a um projeto que você quer apoiar sem necessitar de um retorno financeiro, podendo receber apenas um produto, protótipo ou brinde em troca.

Dessa forma, o financiamento coletivo é uma forma de apoiar uma pessoa ou projeto por meio de uma “pré-compra” do produto.

Já o equity crowdfunding se difere em um aspecto chave: trata-se de crowdfunding centrado em investimento. Em sites para investir em startups, como os citados acima, uma equipe de empreendedores (startup) que enxerga uma oportunidade no mercado, pode oferecer participação societária (equity) em troca de investimento dos outros usuários.

O investimento, nesse caso, será utilizado para implementar seu plano de negócios. Assim, quando você aporta dinheiro por meio de uma rodada no equity crowdfunding, você recebe uma participação real na empresa, assegurando seu direito a uma parte de qualquer sucesso futuro da empresa.

Resumindo: Financiamento coletivo é uma forma de ‘pré-compra’, um apoio, enquanto o equity crowdfunding é investimento em startups.

Como investir em startup

Embora as plataformas de equity crowdfunding sejam apelidadas de “bolsa de startups”, é essencial ter em mente que a dinâmica não é a mesma do mercado de ações tradicional. Em um site para investir em startup, há em média cinco ofertas de startups por mês e o investidor precisa ficar de olho para não perder a oportunidade.

Outra coisa: uma vez adquirido, o papel não pode ser vendido. Ou seja, não dá para fazer o famoso trade, comprando ações na baixa para vender na alta.

Portanto, a liquidez desse tipo de aplicação é bem menor do que a da maioria dos ativos disponíveis. Ao investir numa startup, você passa a integrar a participação societária. Se ela vingar ou for comprada por alguns milhões, você fatura. Se falir, você perde o valor aplicado, já que a modalidade não tem proteção do Fundo Garantidor de Crédito.

Mesmo assim, especialistas afirmam que vale a pena se aventurar, desde que com cautela. Com a queda da taxa Selic, aplicações como poupança, fundos DI e títulos do Tesouro Selic, perderam atratividade. Para obter retornos mais interessantes, é preciso ser um pouco mais arrojado.

Os investimentos são feitos de maneira bem similar à de plataformas de vaquinha virtual: as empresas apresentam seu perfil no site (o que fazem, onde atuam, quanto faturam, quanto crescem etc.), dizem quanto dinheiro querem levantar e para o que ele será usado.

Geralmente são startups já em operação e com algum sucesso, com dois a cinco anos de atividade, e não totalmente embrionárias. Os investimentos captados vão para consolidação e expansão.

Os interessados, então, se cadastram no site e reservam o quanto querem comprar daquela oferta.

A venda é feita em cotas, com valores predeterminados e que costumam variar de R$ 500 a R$ 7.000. Cada uma dessas cotas representa um pedaço proporcional de participação no capital da startup e que passa a pertencer ao investidor.

As ofertas podem ficar no ar por até seis meses. Se nesse período a startup não completa o valor que queria, o dinheiro dos investidores que chegaram a aplicar é devolvido integralmente, e a operação não é realizada.

Como se ganha dinheiro

Uma vez que você invista em uma startup, o seu dinheiro fica preso lá, não tem liquidez nenhuma. As maneiras de embolsar lucro pelo equity crowdfunding hoje são:

  1. A empresa ser comprada: É este o grande filão. O negócio cresce e acaba adquirido por investidores ou empresas maiores. Quando isso acontece, todos aqueles que compraram alguma participação podem vender seu pedaço ao novo comprador, como aconteceu com os investidores da BrewDog;
  2. A empresa pagar dividendos: Conforme a startup cresce e ganha uma estrutura mais robusta, ela pode passar a pagar dividendos, que são parcelas do lucro total divididas proporcionalmente entre os acionistas. Mas isso leva tempo – não costuma acontecer antes de cinco anos após as primeiras rodadas de investimento. Também não é obrigatório. Os donos podem simplesmente reinvestir todo o lucro no negócio em vez de remunerar acionistas;
  3. Vender para um terceiro: Você pode revender diretamente seu pedaço para um familiar, um colega ou outro investidor que tenha interesse. Também é possível oferecer a venda de volta para a própria empresa, que pode ter interesse ou não.

E aí, ficou empolgado para começar a investir em startup? Ou prefere esperar um pouco mais e estudar mais sobre o assunto? Então, assine nossa newsletter e fique por dentro do mundo das fintechs.

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