Quem busca fazer investimentos certeiros com o seu dinheiro provavelmente já ouviu falar do Bitcoin e da valorização da criptomoeda no ano passado, que chegou a mais de 300%. Mas você sabe o que são criptomoedas? E sabia que o Bitcoin não é a única?

As criptomoedas nada mais são do que moedas digitais. Uma classe de ativos recente no mercado, com atualização de valor a cada segundo, 24 horas por dia, todos os dias. É um mercado que surgiu nas duas últimas décadas e com bastante espaço para crescimento, que atrai cada vez mais investidores.

Se você está curioso para saber como funciona esse mercado digital, se é seguro investir nas criptomoedas, quais existem além do Bitcoin e muito mais, confira o nosso guia.

Nele você vai aprender:

  • O que é uma criptomoeda, ou moeda virtual?
  • O que é a mineração de criptomoedas?
  • O que é o mercado de criptomoedas?
  • Vale a pena investir em criptomoedas?
  • Qual o risco de investir em criptomoedas?
  • Qual a melhor corretora para comprar criptomoedas?

O que é uma criptomoeda, ou moeda virtual?

Em resumo, a moeda virtual, ou criptomoeda, é um tipo de dinheiro totalmente digital. O seu nome deriva de moeda criptografada. Ela não é emitida por nenhum governo ou Estado, como o dólar ou o real, mas possui as mesmas finalidades do dinheiro físico.

As criptomoedas servem como meio de troca, como reserva de valor e como unidade de conta. Os valores das criptomoedas tendem a oscilar devido à lei da oferta e da demanda, assim como outras moedas emitidas por nações.

No entanto, elas possuem três características que as diferem das moedas tradicionais: a descentralização, o anonimato e o custo zero por transação. Aqui estamos falando de taxas como as que são cobradas por transferências internacionais entre moedas, por exemplo.

A criptografia é usada para controlar a emissão e as transações realizadas digitalmente, garantindo a segurança dos procedimentos. Como não há nenhuma entidade estatal certificando as transações isso é feito por meio da tecnologia blockchain.

Essa tecnologia dispensa a necessidade de uma autoridade como um banco central, permitindo uma verificação veloz das transações, por meio de uma cadeia de usuários que avalia e certifica essas transações. Mas o tempo para validação depende de cada criptomoeda. A litecoin, por exemplo, tem um tempo menor que o Bitcoin.

Para entender em detalhes o que é blockchain e como funciona essa tecnologia, recomendamos a leitura do nosso texto sobre o assunto.

O Bitcoin foi a primeira criptomoeda que teve seu valor registrado, isso em 2009, quando uma moeda virtual valia US$ 0,01. Hoje cada Bitcoin vale mais de US$ 46 mil. Essa criptomoeda é a mais famosa de todas e domina cerca de 70% do mercado.

O que é a mineração de criptomoedas?

Minerar criptomoedas nada mais é do que adicionar registros de transações da moeda virtual a um blockchain. Essas transações são nomeadas de cadeias de blocos, para então serem registradas e confirmadas com segurança na rede.

A mineração de criptomoedas é um processo complexo, que acaba gerando a escassez e a segurança das moedas. Isso acontece porque o processo exige esforço do processamento dos computadores e é feito lentamente.

A mineração depende do poder de processamento do computador. Como os sistemas de criptomoedas costumam ser descentralizados, não existe um data center central para processar esses dados. Isso é feito pelo processamento de cada computador que está na rede minerando as criptomoedas.

Em troca de oferecer o poder de processamento das suas máquinas, os mineradores são recompensados com moedas. Esses processamentos podem levar de horas a dias e gastam muita energia elétrica. Estima-se que por dia sejam minerados apenas 1.800 Bitcoins.

Entre as criptomoedas que podem ser mineradas, além do Bitcoin, estão a Ethereum e a Litecoin.

Qualquer pessoa pode minerar Bitcoins para ganhar as criptomoedas e colaborar com o sistema. Os principais fatores que devem ser levados em consideração para minerar criptomoedas são: ter um hardware profissional e eletricidade barata.

Ao extrair uma criptomoeda, você deve enviar para a sua carteira digital o destino da sua extração. Ela é uma longa sequência de letras e números.

Lembre-se que é preciso investir bastante tempo e recursos financeiros na mineração, por isso é importante avaliar se vale mais a pena minerar uma criptomoeda ou simplesmente comprá-la diretamente com uma corretora ou outra pessoa.

Para saber mais detalhes sobre o assunto, acesse o texto o que é minerar bitcoin e veja o vídeo abaixo sobre como são mineradas as criptomoedas:

O que é o mercado de criptomoedas?

Como o Bitcoin é a criptomoeda mais famosa, muitas pessoas acham que essas duas palavras são sinônimos. Mas há pelo menos 4 mil criptomoedas em circulação digital atualmente.

O surgimento das criptomoedas, mais especificamente do Bitcoin, se deu durante a crise financeira global de 2008. Elas surgem com o objetivo de substituir o dinheiro em papel e eliminar a necessidade dos bancos para intermediar as operações financeiras.

Para conseguir uma criptomoeda você pode comprar diretamente de quem vende, minerar ou comprar com uma corretora.

Confira abaixo seis das melhores criptomoedas atualmente em circulação.

Bitcoin (BTC)

Desde a sua criação, em 2009, a moeda cresceu exponencialmente, até dominar o mercado virtual. No entanto, há um limite de Bitcoins a serem criados, estipulado pelo seu criador, Satoshi Nakamoto: 21 milhões de moedas.

Em 2017, surgiu uma nova versão do Bitcoin, o Bitcoin Cash (BCH), que teve como objetivo aperfeiçoar a moeda, tornando as transações mais rápidas. Isso é feito pelo tamanho do bloco de confirmação, que tem limite de 1MB para o Bitcoin e 8 MB para o Bitcoin Cash.

Assim como o Bitocin, o BCH tem um limite de 21 milhões de moedas.

Ethereum (ETH)

Originalmente, essa moeda se chamava Ether, porém em 2016 foi alvo de um ataque hacker que roubou mais de 50 milhões de dólares em ativos, e a partir de então foi criada a sua nova versão, a Ethereum.

Essa criptomoeda não foi criada, a princípio, para ser uma moeda digital. A Ethereum surgiu para ser um ativo de recompensa aos desenvolvedores da plataforma de mesmo nome.

A Ethereum, assim como outras criptomoedas, também utiliza a tecnologia blockchain para validar as transações e mineração para explorar novas moedas. Atualmente, é uma das mais negociadas do mundo e tem seu valor estimado em mais de US$ 1.700 por criptomoeda.

Tether (USDT)

A Tether (USDT) se originou em 2014 de uma empresa de mesmo nome. Diferente das outras criptomoedas, ela é considerada uma stablecoin, ou seja, ela possui um lastro em moeda física e tenta manter a paridade com o dólar americano.

Cada Tether emitido equivale a um dólar. Por essa razão, ela é um das criptomoedas mais estáveis e é a mais negociada no Bitfinex, a bolsa das criptomoedas.

Cardano (ADA)

A Cardano (ADA) foi criada em 2015 e lançada em 2017 pelo co-fundador da Ethereum, Charles Hoskinson.

A criptomoeda também usa a tecnologia blockchain e tenta reunir as melhores características e funcionalidades das moedas virtuais que já existem.

Os desenvolvedores da Cardano afirmam que ela foi a primeira criptomoeda a ser fundada a partir de pesquisas científicas e desenvolvida por meio de métodos com base em evidências empíricas, combinando assim um pioneirismo científico com segurança e sustentabilidade para sistemas descentralizados.

XRP

A Ripple, ou XRP, é uma criptomoeda criada em 2012, mas que teve seu surgimento em 2011, como um protocolo de pagamento distribuído.

Ela consiste em um sistema em que qualquer moeda pode ser negociada, como se fosse um banco que aceita vários ativos, facilitando as transações.

Diferente do Bitcoin e da Ethereum, a Ripple não possui mineração de criptomoedas.

Litecoin (LTC)

A moeda virtual Litecoin foi criada em 2011 pelo ex-funcionário do Google Charlie Lee e se assemelha muito ao Bitcoin.

Para se diferenciar do Bitcoin, a Litecoin tenta reduzir ao máximo o tempo para confirmação de transações, com o intuito de ser mais fácil.

Por conta do processamento mais rápido, pode ser considerada por muitos como uma alternativa melhor para transações do dia a dia, enquanto o Bitcoin seria melhor como reserva de valor.

Assim como o Bitcoin, a Litecoin tem um limite de moedas a serem mineradas: 84 milhões.

Se você quer conhecer melhor o mercado do Bitcoin, uma ótima opção é fazer o curso “Segredos do Bitcoin 3.0” para entender a melhor maneira de investir na criptomoeda e obter retornos.

Vale a pena investir em criptomoedas?

Há muitas vantagens em se investir em criptomoedas: é um mercado em expansão, há liberdade de pagamentos, taxas baixas, segurança, transparência e descentralização na validação das transações são alguns dos benefícios das moedas virtuais.

Com o crescimento do Bitcoin no último ano, há especialistas que avaliam que a moeda virtual pode chegar a valer mais de US$ 100 mil em 2021. Apesar de todas as vantagens, é importante conhecer os riscos para fazer bons investimentos.

Qual o risco de investir em criptomoedas?

Por ser um mercado totalmente digital e, na maioria das vezes, sem um lastro em moedas físicas, as criptomoedas podem gerar dúvidas e inseguranças em quem tem desejo de investir nelas.

Entre os riscos que podem surgir ao investir em criptomoedas e que você precisa estar atento estão: ataque de hackers, falta de regulamentação, perda de assinatura virtual e especulação.

As critpomoedas possuem esquemas de segurança com a tecnologia blockchain, como já falamos, mas isso não impede que existam tentativas de golpes ou roubos. Por isso, é importante ficar atento em como comprar as criptomoedas e como armazená-las. Ter cuidado com a sua carteira de moedas digitais é fundamental.

O usuário deve sempre ativar a sua carteira com uso de criptografia, se não fizer isso, é possível que as moedas sejam roubadas por malwares.

Outros especialistas indicam que a falta de regulamentação da moeda pode fazer com que ela seja apenas uma bolha especulativa, onde várias pessoas compram porque está em alta, mas que em algum momento haverá mais gente querendo vender do que comprar.

Os grandes ajustes de preço têm atraído cada vez mais investidores e entusiastas de tecnologia, porém, nos últimos anos elas tiveram uma volatilidade muito alta. No entanto, os defensores das criptomoedas, especialmente do Bitcoin, acreditam que a tendência é que elas se estabilizem.

Qual a melhor corretora para comprar criptomoedas?

A melhor maneira de decidir qual é a melhor corretora para comprar criptomoedas é fazendo uma pesquisa minuciosa, avaliando o valor das taxas, a segurança oferecida e as avaliações de antigos clientes na internet.

Entre as corretoras indicadas no site Bitcoin.org, por exemplo, estão: Brasil Bitcoin, Mercado Bitcoin, NovaDAX e Walltime. Atualmente, há no Brasil mais de 20 corretoras de criptomoedas.

O ideal é utilizar uma corretora que seja do seu país, pois a regulamentação que irá incidir sobre as suas transações será a do seu local.

Outra dica importante é pensar na sua estratégia de investimento. Se você quer gerar lucro a longo ou curto prazo, e a partir disso avaliar qual corretora oferece as melhores possibilidades para o seu investimento.

Avalie também as taxas a partir da sua forma de pagamento, pois elas podem variar bastante dependendo da corretora. As três principais taxas que podem incidir sobre as transações com criptomoedas são: taxas de rede, de conversão e de maker/taker.

As taxas de rede são as que garantem que a transação seja rapidamente processada. Já as taxas de conversão da moeda indicam o quanto a corretora ganha pela sua transação. Por fim, as taxas de maker/taker também são outra maneira de as corretoras lucrarem e podem variar de 0,1% a 0,5%.

Além disso, é importante verificar o valor mínimo exigido para investimentos, assim, é possível que você comece investindo pouco dinheiro e verifique aos poucos se fez a melhor escolha.

Agora que você já sabe tudo sobre criptomoedas, está pronto para decidir seu próximo investimento? Se você quer fazer escolhas lucrativas e saber mais sobre investimentos em Bitcoin, acesse o curso “Segredos do Bitcoin 3.0”.

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