Se você quiser comprar 1 bitcoin hoje, em outubro de 2019, vai ter que desembolsar cerca de R$ 33 mil. A primeira criptomoeda da história, apresentada ao mundo em 2008, e que viveu um verdadeiro boom em 15 de dezembro de 2017, quando chegou a ser cotada a R$ 64.642,64, tem uma história interessante. 

O bitcoin foi a transformação mais impactante do mundo financeiro nos últimos anos. Uma criptomoeda que pode transitar sem intermediários e por fora das inúmeras regulações que permeiam o universo bancário. Ao mesmo tempo, isso gera uma série de incertezas. É um investimento seguro? Posso perder dinheiro se apostar nela? Desde 2017, quando o bitcoin atingiu seu maior valor, as perdas já chegam a 50%. Seria uma acomodação do mercado a uma novidade impactante ou um alerta? E, além disso, quem inventou o bitcoin? 

Satoshi Nakamoto. Basta um Google para saber que esse é o nome por trás de uma das maiores invenções da década passada. Mas, se você quer saber quem inventou o bitcoin, continue lendo esse artigo para descobrir quem, de fato, está por trás desse nome japonês. Boa leitura!

Como e onde nasceu o bitcoin?

A primeira vez que o termo “bitcoin” apareceu foi em novembro de 2008, quando um desconhecido Satoshi Nakamoto assinou um artigo intitulado “bitcoin: A Peer-to-peer Electronic Cash System” em um grupo de discussão sobre moedas digitais. Dois meses antes, o domínio bitcoin.org foi registrado. Em janeiro de 2009 foi lançado o código do software por trás da criptomoeda e Nakamoto minerou o primeiro bloco de bitcoins. Mal comparando, seria a primeira vez que a moeda foi lançada no mercado. 

Nos primeiros anos, sem tanto valor de mercado, o bitcoin começou a ser usado, principalmente, no mercado negro, em fóruns na deep web, sendo utilizado até mesmo como moeda de troca para compra de mercadorias ilegais, como drogas e armas. Mas esse cenário mudou com o passar do tempo. 

A ideia por trás da invenção de Nakamoto era criar uma espécie de moeda que acabasse com os intermediários e facilitasse qualquer tipo de transação. A utopia por trás do bitcoin era que ele pudesse ser usado no dia a dia, para pagar a conta no bar ou o aluguel do apartamento. Isso ainda não acontece, pois poucos estabelecimentos aceitam bitcoins (em 2018 eram cerca de 150 no Brasil, de acordo com o site Coinmap.org). E, também, ninguém sabe se vai chegar a acontecer. 

Mas o sistema por trás do bitcoin, o blockchain, esse sim, certamente, terá vida longa. O blockchain é como se fosse o sistema financeiro que sustenta a existência das criptomoedas. Com ele, é possível otimizar as transações entre bancos de um país para o outro, o que elimina a burocracia e os intermediários nesse processo, que é moroso e complicado, se feito por meio de bancos tradicionais. E é por isso que grandes empresas financeiras, de cartões de crédito e, claro, bancos, estão atrás dele. 

O documentário “Bitcoin – the end of money (as we know it)”, do diretor Torsten Hoffmann, ajuda a esclarecer como é que a tecnologia por trás das criptomoedas pode acabar transformando de vez a noção de como enxergamos o dinheiro. Está disponível no YouTube: 

Quem inventou o bitcoin: a identidade Satoshi Nakamoto

Com o passar dos anos, o criador do bitcoin, Satoshi Nakamoto, se tornou um dos homens mais ricos do mundo. Afinal de contas, o fundador da criptomoeda era dono de uma conta com 980 mil bitcoins, o que hoje seria o equivalente a R$ 32,7 bilhões. Para se ter uma ideia, o brasileiro mais rico é Joseph Safra, com uma fortuna estimada em cerca de R$ 100 bilhões. 

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A identidade de Satoshi Nakamoto permaneceu oculta durante vários anos e isso gerou uma série de especulações. Quando o bitcoin se tornou mais conhecido, diversos meios de comunicação passaram a investigar quem seria a pessoa por trás do pseudônimo japonês. Em 2010, Satoshi enviou uma mensagem de despedida no grupo de discussão de programadores do bitcoin dizendo que deixaria o projeto para se dedicar a um outro. E nunca mais voltou. Sua conta com os 980 mil bitcoins permanece lá. 

Em dezembro de 2015, a Wired e o Gizmodo levantaram a possibilidade de que a pessoa por trás do nome Satoshi Nakamoto era um empresário e programador australiano chamado Craig Wright. Seis meses mais tarde ele revelou sua identidade em uma entrevista à BBC, The Economist e à revista GQ. Para provar a veracidade das suas informações, o australiano teria assinado digitalmente chaves criptográficas das primeiras transações em bitcoin da história, algo a que somente Satoshi Nakamoto poderia ter acesso. 

A explicação convenceu alguns, gerou desconfiança em outros e Craig Wright decidiu nunca mais dar explicações sobre o assunto ou mostrar novas evidências sobre a identidade do criador da criptomoeda. Assim, a identidade de quem inventou o bitcoin permanece um mistério.

3 curiosidades sobre o bitcoin 

Se você ficou curioso sobre a história da identidade de quem inventou o bitcoin, confira as principais histórias que a criptomoeda proporcionou. 

1. Um disco de US$ 7,7 milhões

Em 2014, o rapper 50 Cent, autor de músicas como “Candy Shop”, fez uma campanha de arrecadação para seu álbum “Animal Ambition” e conseguiu cerca de 700 bitcoins o que, na época, era algo em torno de US$ 460 mil. Aparentemente, o cantor esqueceu que era um milionário da criptomoeda e, quatro anos mais tarde, revelou que tinha o equivalente a US$ 7,7 milhões. Depois de assumir que era dono do dinheiro e se dizer “orgulhoso” com a descoberta, 50 Cent desmentiu a notícia um mês mais tarde. Em 2015 ele havia dado entrada em um processo de falência. 

2. A pizza mais cara da história

Antes do fato de que investir em bitcoin fosse uma tendência, um programador americano chamado Laszlo Hanyecz transferiu 10 mil bitcoins para a conta de um amigo para que ele pudesse levar duas pizzas para a sua casa. Na época, a criptomoeda praticamente não tinha valor, já que não havia muita gente interessada nela. Se o amigo de Laszlo manteve os bitcoins guardados até hoje, ele tem, na conta, R$ 330 milhões. 

3. 21 milhões de “moedas”

O número de bitcoins nunca ultrapassará a marca de 21 milhões de criptomoedas. Esse foi o “teto” estabelecido por Satoshi Nakamoto — e o que diferencia o bitcoin de uma moeda tradicional. Afinal de contas, dependendo da economia, o Banco Central de um país autoriza a impressão de mais dinheiro (afinal, é papel, não é mesmo?), o que pode resultar em um aumento de inflação, por exemplo. No caso do bitcoin, isso não pode acontecer. Atualmente, cerca de 17 milhões de bitcoins estão em circulação, e o restante, ainda não foi minerado. 

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