A mineração com placas de vídeo marcou o início do investimento de algumas criptomoedas, mas será que placa de vídeo usada em mineração vale a pena atualmente?

Neste artigo você saberá mais sobre as características da placa de vídeo, a mineração em criptomoedas, os fatores que devem ser considerados ao comprar uma placa de vídeo para mineração e, claro, se é vantajoso utilizar placas de vídeo para mineração.

Placa de vídeo usada em mineração vale a pena? Primeiro, conheça as características

A placa de vídeo, também conhecida como GPU (Unidade de Processamento Gráfico), é responsável por imagens e gráficos exibidos nas telas dos aparelhos em tempo real. Os preços costumam variar de acordo com o objetivo de cada usuário.

O custo para rodar jogos avançados será maior se for comparado a quando o usuário pretende realizar apenas simples tarefas de rotina. Da mesma forma, uma placa de vídeo para mineração de criptomoedas precisa ser avançada, para reduzir o superaquecimento da máquina e suportar todo o esforço exigido pelo processamento das transações.

Escolher o modelo com as especificações corretas para mineração é um dos diferenciais ao minerar criptomoedas por conta própria.

Mineração de criptomoedas usando placa de vídeo

Utilizar placa de vídeo de mineração vale a pena dependendo da situação do minerador e da moeda selecionada para a atividade. Em alguns casos, a placa de vídeo pode ser a melhor opção, porém em outros, os custos gerados não compensam.

Continue a leitura e conheça as principais características de algumas das criptomoedas mais procuradas para mineração para saber se placa de vídeo usada em mineração vale a pena para você.

Ethereum (ETH)

Ethereum é como a moeda ether ficou popularmente conhecida, sendo o nome da plataforma que permite a realização de contratos inteligentes e aplicações descentralizadas. Criada em 2015 pelo programador Vitalik Buterin, um bloco é criado a cada 15 segundos no blockchain, sem limite previsto para mineração.

Esta criptomoeda tem a placa de vídeo como principal meio de mineração. Quanto maior a potência, maiores as chances de sucesso para o minerador. Por isso, a mineração dessa moeda é descentralizada e mais acessível: embora o custo de placas de vídeo seja alto, ainda estão abaixo do investimento de um modelo ASIC.

Litecoin (LTC)

Esta moeda foi criada em 2011, pelo desenvolvedor Charlie Lee, buscando ser uma alternativa mais viável ao Bitcoin, colaborando para complementá-la. Sua plataforma tem como principal objetivo permitir o pagamento entre usuários ao redor do mundo, de forma descentralizada, mas a atividade de mineração também é bastante ativa.

Considerada a prata das criptomoedas, um novo bloco de Litecoin é criado a cada dois minutos e meio. Para ela, existe a limitação de 84 milhões de moedas em mineração e o processo halving reduz os lucros dos mineradores pela metade a cada quatro anos.

Quando a Litcoin foi lançada era possível minerá-la com computadores domésticos e placas de vídeo comuns, mas conforme o mercado se desenvolveu e o número de participantes da rede aumentou, essa tarefa se tornou mais complexa. Dessa forma, não é a melhor opção investir em placas de vídeo para minerar Litecoin, mas em hardwares como ASICs.

Bitcoin (BTC)

O Bitcoin, que este ano completa doze anos de existência, foi a primeira criptomoeda mais conhecida ao redor do mundo e muitos procuram saber o que é minerar bitcoin e como fazer a mineração. A velocidade que equipamentos específicos para mineração conseguem resolver as funções matemáticas é maior do que grande parte das placas de vídeo conseguem atingir.

No início, a mineração de Bitcoin poderia ser feita tanto através de placas de vídeo quanto por computadores mais potentes, como modelos ASICs. Porém, com o desenvolvimento do mercado e equipamentos cada vez mais rápidos, a mineração de Bitcoin por meio de placas de vídeo deixou de ser vantajosa.

A moeda criada pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto tem um bloco criado a cada dez minutos e sua recompensa é reduzida pela metade a cada quatro anos. Bitcoin é considerado como o ouro das criptomoedas e o interesse mundial sobre como aprender a investir em bitcoins é grande.

Caso você queira se tornar uma das pessoas que entende muito do assunto, entre para o curso Segredos do Bitcoin, onde alunos têm chance de atingir mais do que o dobro do investimento.

Placa de vídeo para mineração

Embora para algumas moedas não seja a melhor opção utilizar a placa de vídeo para mineração, alguns mineradores ainda preferem este meio por ser um equipamento que exige um menor investimento inicial. Caso este seja seu caso, há alguns fatores a serem considerados ao avaliar se placa de vídeo usada em mineração vale a pena para você:

  • Cotação do dólar: esta moeda tem grande influência no valor dos produtos;
  • Preço da placa de vídeo: pesquise em diversas empresas e encontre o melhor custo-benefício;
  • Tempo de garantia: oferece maior segurança para evitar maiores gastos futuros com manutenção;
  • Potência do processamento: influenciará na energia consumida e no calor gerado;
  • Resolução da hash: a velocidade é proporcional às chances de conseguir sucesso na mineração.

Como saber se uma placa de vídeo foi usada em mineração?

A popularidade das criptomoedas, principalmente a Ethereum, que tem a placa de vídeo como a principal responsável por sua mineração, fez com que o preço destes aparelhos subissem, gerando impacto no mercado de games. Comprar uma placa de vídeo usada se tornou a opção mais viável para alguns usuários.

A questão é que por já ter sido utilizada antes, dependendo do uso que já teve e de como será utilizada, a vida útil pode não compensar o investimento. O processo de overclock, quando o minerador determina que irá trabalhar com o processador ultrapassando o desempenho recomendado pelo fabricante, reduz a vida útil do seu sistema.

Visualmente não há como saber se a placa de vídeo foi usada em mineração. Portanto, a melhor opção é procurar saber sobre o uso que o dono anterior fez do aparelho e quantos dias de garantia estarão disponíveis para você.

Afinal, placa de vídeo usada em mineração vale a pena?

Após analisar todo o processamento que a mineração exige, já é possível imaginar se placa de vídeo de mineração vale a pena. Grande parte do setor acredita que comprar placa de vídeo atualmente não é a melhor forma para ter o melhor desempenho, já que o próprio hardware tem um custo elevado, encarece a conta de energia elétrica e, após o término do período de garantia, é um risco por conta da manutenção.

Entretanto, caso não haja condições de investir em grandes máquinas específicas para mineração, como o caso de modelos ASICs, uma placa de mineração nova pode ser uma boa porta de entrada para investir em criptomoedas.

O tipo da moeda também deve ser levado em consideração. Como falamos, a Ethereum tem a placa de vídeo como seu principal hardware de mineração, então nesse caso uma placa de vídeo usada em mineração vale a pena.

Já para o Bitcoin, com tantas máquinas potentes, a placa de vídeo não seria tão interessante: entenda mais no curso Segredos do Bitcoin, ele ensina todos os conceitos e dicas para o investimento nessa moeda.

Mas atenção: comprar uma placa de vídeo que já tenha sido usada em mineração não vale a pena. Por trabalharem com todo seu potencial durante todos os dias, o desgaste maior da peça é natural, causando baixa estimativa de vida.

Uma placa de vídeo usada em mineração vale a pena quando o minerador não tem condições de adquirir um hardware específico para a mineração. Caso contrário, o ideal é investir em equipamentos como ASICs.

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