O Brasil já conta com 550 fintechs, segundo o estudo Fintech Mining Report 2019 realizado pela Distrito, uma holding de negócios. Dessas, 85 fazem parte da lista de fintechs de crédito.

O Banco Central (BC), em abril de 2018, liberou a regulamentação para as fintechs interessadas em se transformarem em instituições financeiras. Com essa medida, a ideia do órgão regulador é aumentar a competição no mercado de crédito, até então dominado apenas pelos grandes bancos.

Como funciona a migração das fintechs para instituições financeiras

Sem a regulamentação criada pelo Banco Central, a lista de fintechs de crédito é formada por empresas que funcionam como correspondentes bancários, ou seja, que dependem de um banco para formalizarem seus empréstimos.

Essa oferta de serviço, por si só, já traz inúmeros benefícios para quem precisa de dinheiro. Isso é possível especialmente pelo fato das fintechs não terem locais físicos para operarem, o que encarece a existência das empresas e, de certa forma, é repassado aos clientes.

Além disso, o fato de todas as suas atividades serem feitas on-line possibilita a redução dos juros cobrados nas transações, o que faz com que elas saiam na frente dos bancos tidos como tradicionais.

SCD e SEP

Para quem optar pela migração para instituição financeira, o Banco Central liberou duas regularizações distintas: a SCD (Sociedade de Crédito Direto) e a SEP (Sociedade de Empréstimos entre Pessoas).

A lista de fintechs de crédito que forem aprovadas no modelo de negócio SCD estão autorizadas a efetuarem operações de créditos utilizando capital próprio, ou seja, sem a captação de recursos públicos.

Essas fintechs também podem:

  • analisar créditos para terceiros;
  • cobrar créditos de terceiros;
  • emitir moeda eletrônica;
  • distribuir seguros relacionados a operações por ela concedidas.

Já as aprovadas na SEP podem intermediar as operações de crédito entre pessoas, as denominadas peer-to-peer lending.

Nessa modalidade, as fintechs de crédito funcionam apenas como intermediárias entre credores e tomadores de crédito, podendo ou não cobrar taxas e tarifas pelos serviços oferecidos.

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Ao contrário da SCD, nessa modalidade as fintechs estão liberadas a captarem recursos públicos, mas somente se estiverem exclusivamente relacionados às operações de empréstimo.

Entenda melhor essa modalidade no gráfico do BC:

lista de fintechs de crédito

Fonte: Banco Central

Vantagens de ter fintechs como instituições financeiras

Entre as vantagens de utilizarmos as fintechs como instituições financeiras, as que mais se destacam são:

  • aumento da concorrência no mercado de crédito, o que reduz os juros;
  • transações efetuadas de maneira mais rápida e menos burocrática.

Lista de fintechs de crédito já aprovadas pelo Banco Central

Pouco mais de um ano após a liberação da regularização, algumas fintechs já conseguiram o aval do Banco Central para operarem como instituições financeiras. Outras ainda estão à espera de aprovação.

Veja a lista de fintechs de crédito aprovadas até o momento.

QI Tech

Primeira a conseguir aprovação, em dezembro de 2018, a QI Tech recebeu autorização para operar como SCD. A empresa, que tem sede em São Paulo, apresenta um capital social de R$ 2 milhões e pretende atuar como um “bank as a service”.

A proposta da QI Tech é atender outras fintechs de crédito que, dessa forma, não precisarão buscar certificação do Banco Central para oferecem seus serviços.

Creditas

Especializada em crédito com garantia em imóvel ou veículo, a Creditas também está na lista de fintechs de crédito que agora operam como instituição financeira.

Aprovada para atuar como SCD, ou seja, trabalhar com empréstimos de recursos próprios, a Creditas também oferece empréstimo consignado, modalidade em que a garantia fica por conta do rendimento mensal do solicitante.

MOVA

A MOVA, em abril deste ano, entrou para a lista de fintechs aprovadas pelo Banco Central, se tornando a primeira do modelo de negócio SEP.

A empresa trabalhará com a oferta de crédito por peer-to-peer (P2P), ou seja, ela será o elo entre os investidores e os financiados. Com isso, a plataforma promete mais retorno para quem empresta e menos juros para quem financia.

Para pessoa jurídica, a MOVA disponibiliza diferentes tipos de financiamento. Já para a física, a oferta é de financiamento para cursos de pós-graduação.

HB Capital

Oferecendo crédito para antecipação de recebíveis, a HB Capital engorda a lista de fintechs de crédito que se tornaram instituições financeiras.

A HB Capital trabalha com a aquisição dos direitos de crédito a vencer, ou seja, após uma análise, ela antecipa os recursos pertencentes ao titular dos créditos. Ela também oferece adiantamento de recursos referentes a contratos e vendas a prazo.

Nubank

Obviamente, o roxinho mais desejado não poderia ficar de fora. O Nubank passou a atuar como instituição financeira e, após esse aval, que disponibilizou aos seus clientes a função débito e saque em caixas da rede Banco24Horas.

Isso também permitiu à empresa criar produtos como empréstimo pessoal e financiamento de bens e serviços.

Nexoos

A mais recente a entrar na lista de fintechs de crédito aprovadas é a Nexoos. A empresa atuará com SEP para pessoas jurídicas.

A aposta da Nexoos é alta. A fintech pretende chegar, até o final de 2020, a R$ 1 bilhão em volume negociado.

Outras fintechs de crédito

No entanto, como as exigências do Banco Central são bastante rígidas — uma delas é a comprovação de um patrimônio de R$ 1 milhão — a lista de fintechs de crédito aprovadas para atuarem como instituições financeiras ainda é bem pequena.

Porém, mesmo as que operam como correspondentes bancários oferecem mais vantagens do que os bancos tradicionais.

Conheça agora outras fintechs de crédito que podem ser a solução que você procura para seus problemas financeiros.

Geru

Oferecendo empréstimos pessoais sem solicitar garantia, a Geru garante aos seus clientes valores liberados em até 24 horas após a aprovação dos documentos e contratos, parcelamentos que vão de 12 a 36 meses e 40 dias para pagamento da primeira parcela.

Rebel

Também trabalhando com empréstimos sem a exigência de garantias, a Rebel — que é um correspondente bancário Lecca Crédito, Financiamento e Investimentos S.A. — oferece aos clientes aprovação de crédito em 15 minutos, dinheiro disponível na conta em até 1 dia útil e 45 dias para o primeiro pagamento.

Lendico

Com oferta de valores que vão de R$ 1 mil a R$ 50 mil, a Lendico, que nasceu na Alemanha, em 2013, chegou ao Brasil em julho de 2015.

A empresa trabalha com parcelas de 6, 12, 18, 24, 30 e 36 meses, de acordo com a análise de crédito de cada cliente.

Banco Inter

Mesmo com 23 anos de existência, o Banco Inter é considerado uma fintech, mas não entra na lista das que precisam da aprovação do Banco Central para operar como instituição financeira.

Isso porque o Banco Inter fez o caminho inverso, ou seja, se consolidou primeiro como banco e somente depois atrelou a tecnologia aos seus serviços, tornando-se o primeiro banco 100% digital do Brasil em 2014.

Com relação aos empréstimos, o banco digital oferece crédito consignado para aposentados, pensionistas e servidores públicos, crédito com garantia de imóvel, entre outros serviços.

Na lista de fintechs de crédito, mesmo as que ainda não têm o aval do BC para operarem como instituições financeiras, conseguem oferecer juros menores e empréstimos mais rápidos e sem burocracia.

Ou seja, essas empresas são uma excelente opção para quem precisa de dinheiro, mas não quer passar por todo processo do sistema bancário.

Concorda que saber dessa possibilidade é uma maneira de resolver vários problemas? Por isso, é tão importante estar por dentro de tudo que envolve as fintechs, startups e o mundo da tecnologia.

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