As principais tendências do mercado imobiliário dos últimos anos foram fortemente influenciadas pela transformação digital. Se até então a migração para o mundo virtual era vista como um diferencial, a pandemia do coronavírus tornou esse processo fundamental para as empresas que querem seguir relevantes no setor.

É inegável que as medidas de isolamento social causaram resultados devastadores na economia, com desemprego em alta e queda histórica do PIB. No entanto, essa crise também gerou oportunidades interessantes para quem quer investir em fintechs e startups que atuam no setor de imóveis.

E não estamos falando aqui apenas de imobiliárias online. Os campos de atuação são muito mais diversos do que se pode imaginar e apresentam um potencial de crescimento cada vez maior.

Leia este post para saber como as tendências do mercado imobiliário em 2020 vão gerar novas oportunidades para empresas da chamada cultura startup nas seguintes áreas:

  • Crédito imobiliário
  • Visitas virtuais
  • Informações urbanísticas
  • iBuyers
  • Serviços burocráticos
  • Manutenção e decoração
  • Marketplaces

Conheça 7 tendências do mercado imobiliário para startups e fintechs

Na contramão de outros setores abalados pela pandemia do coronavírus, o mercado imobiliário vive um ótimo momento. De fato, segundo um relatório do Bank of America, o setor deve iniciar uma forte retomada no terceiro trimestre, com vendas recordes.

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O boom de vendas se explica principalmente pelo fato de a taxa básica de juros Selic estar no patamar mais baixo da história (2% ao ano). Porém, os resultados certamente não seriam os mesmos se as empresas não tivessem apostados em soluções 100% digitais para driblar as restrições do isolamento social.

O aumento na compra, venda e financiamento de imóvel nos próximos anos traz consigo novas oportunidades de negócios para startups e fintechs. Para saber aproveitá-las, confira abaixo as 7 principais tendências do mercado imobiliário em 2020 para empresas digitais

1. Crédito imobiliário

Juros baixos são o paraíso para quem precisa pedir empréstimo para comprar imóvel. Isso significa que o atual cenário é perfeito para a atuação de fintechs de financiamento.

A reportagem abaixo, do Jornal da Cultura, destaca os efeitos no mercado após o financiamento imobiliário com dinheiro da poupança registrar alta de mais de 20% no último mês de abril:

Ou seja, o momento é favorável para empresas que foquem em conectar seus clientes com diferentes oportunidades de crédito imobiliário. E, como ninguém quer mais sair de casa para ir de banco em banco, tanto o processo de aprovação como a liberação do dinheiro devem ser realizados no ambiente online.

2. Visitas virtuais

Você consideraria a ideia de se mudar para um apartamento novo sem nunca ter, de fato, entrado nele? Durante a pandemia, muita gente não teve escolha e precisou fazer visitas virtuais por meio de videochamadas.

A boa notícia é que a tecnologia de realidade virtual e aumentada já se aprimorou tanto que alguns aplicativos realmente dão a sensação que você está em uma visita convencional. Você não apenas conhece todos os detalhes do apartamento, como também pode tirar medidas para saber se seus móveis vão caber na casa nova.

Essa é uma das tendências do mercado imobiliário que tende a crescer mesmo após o fim da pandemia. Afinal de contas, sempre vai ter gente querendo mudar de cidade ou país interessada em tours virtuais sem sair de casa.

3. Informações urbanísticas

Como vimos acima, já é possível visitar um apartamento sem sair de casa. Mas será que também é possível conhecer as características de um bairro pela tela do computador ou do smartphone?

A resposta para essa pergunta também é positiva graças às tecnologias de inteligência artificial e big data. Usando as ferramentas certas, um aplicativo pode oferecer informações variadas sobre infraestrutura de transporte, serviços, segurança e até mesmo a qualidade do ar de um bairro.

A startup de construção civil Urbit já oferece, por exemplo, informações urbanísticas de qualquer região das cidades de São Paulo e Belo Horizonte. E, com o crescimento das transações imobiliários digitais, esse tipo de informação vai ser cada vez mais requisitado em todo o país.

4. iBuyers

Se você não está familiarizado com o termo, iBuyers são startups que utilizam tecnologia e informação de dados para agilizar transações imobiliárias e aumentar a liquidez no mercado imobiliário. O nome vem do inglês instant buyer (comprador instantâneo).

O modelo de negócio segue uma premissa simples: comprar um imóvel à vista pelo menor preço possível, reformá-lo e lucrar com a revenda. O método tem atraído principalmente pessoas que encontram dificuldades em vender uma casa ou apartamento no mercado convencional.

No Brasil, as pioneiras do segmento são Loft Imóveis, Grupo Zap e KeyCash Imóveis. Por se tratar de um mercado ainda incipiente, a tendência é que surjam cada vez mais startups interessadas em repaginar imóveis que não encontram compradores.

5. Serviços burocráticos

Um dos maiores entraves para as transações imobiliárias online era a necessidade de ir ao cartório para registrar contratos e escrituras. Esse cenário mudou no final de 2019, quando o Conselho Nacional de Justiça regulamentou o registro eletrônico de imóveis.

Atualmente, segundo um levantamento da Smartus, o chamado Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (SREI) já foi implementado em nove estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia, Tocantins e Rio Grande do Norte.

Esse novo cenário abre espaço para startups focadas em prestar serviços de assessoria jurídica e cartorária. Usando inteligência artificial, já é possível analisar documentos, tanto do imóvel quanto dos responsáveis por ele, de modo digital, simples e seguro.

6. Manutenção e decoração

As oportunidades de negócio no mercado imobiliário vão muito além da compra e venda de propriedades. Também é possível usar a tecnologia para oferecer serviços relacionados, como decoração e manutenção de imóveis.

Uma plataforma online de serviços de decoração, por exemplo, pode conquistar clientela tanto nas imobiliárias como entre compradores independentes. Um bom exemplo é a Archie, que oferece personalização completa, seguindo o estilo do cliente, e ainda disponibiliza funcionários para visitar os locais que serão decorados.

Outra boa opção de negócio é investir em aplicativos que conectem inquilinos, proprietários e imobiliárias com profissionais que fazem serviços de manutenção doméstica. A área de atuação pode abranger desde a montagem de móveis até serviços de pintura.

7. Marketplaces

Outro modelo de negócio que já vinha se consolidando nos últimos anos, e ganhou ainda mais força em tempos de pandemia, são os marketplaces de imóveis. Essas plataformas conectam compradores e vendedores e oferecem uma série de soluções tecnológicas para facilitar a transação. 

Alguns desses marketplaces ainda oferecem a vantagem de reunir em uma única solução vários dos serviços listados neste post. A Kzas, por exemplo, tem sua própria plataforma de financiamento imobiliário, assim como disponibiliza visitas por videochamadas e assessoria online para cuidar de toda burocracia com cartórios.

Outra vantagem desse tipo de plataforma é o uso de inteligência artificial e big data para comprar e vender imóvel de acordo com as necessidades e preferências de cada cliente. Assim são oferecidas não só as melhores alternativas de negócio, mas também suporte ao longo de todo o processo. 

Nesse novo cenário do mercado imobiliário brasileiro ganharão cada vez mais espaço as startups e fintechs que entenderem uma tendência que não para de crescer: a possibilidade de comprar um imóvel sem sair de casa.

Esse post foi escrito pela Kzas – plataforma que transforma a venda, compra e financiamento de imóvel em algo mais simples e digital – a convite da Fintech.

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