As fintechs não se resumem apenas a soluções que prometem facilitar serviços bancários, como pedir um empréstimo, investir em uma carteira diversificada de ações ou garantir cartões de crédito sem taxas. As funcionalidades e áreas de atuação dessas startups vão bem mais além. 

Um relatório produzido pela Venture Scanner mostra  que existem, aproximadamente, 2 mil fintechs espalhadas em 57 países. O balanço aponta para 16 áreas diferentes exploradas por essas empresas de base tecnológica que têm mudado a forma como as pessoas lidam com as instituições e os serviços financeiros no Brasil e no mundo. 

Uma dessas áreas que têm recebido cada vez mais destaque é a das fintechs de financiamento coletivo. Se você não sabia, o famoso crowdfunding também é enquadrado em um dos setores em que as startups financeiras têm se expandido cada vez mais. 

Na sequência vamos explicar o que é uma fintech de financiamento coletivo, como elas funcionam e quais são as principais startups que estão operando nessa área no Brasil. Boa leitura!

O que é e para que serve uma fintech de financiamento coletivo?

Uma fintech de financiamento coletivo tem papel fundamental no desenvolvimento de uma ideia com potencial para ser um grande negócio. Afinal, nem sempre o empreendedor tem o recurso necessário para começar e colocar um projeto na rua. E é aqui que a fintech de crowdfunding (a popular vaquinha) entra em cena. 

Atuando como intermediária, a plataforma consegue conectar o projeto com pessoas interessadas em vê-lo desenvolvido. E o negócio tem dado certo. De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), somente em 2018 os projetos viabilizados por meio de financiamento coletivo conseguiram obter um montante de R$ 46 milhões. Essa cifra é 451% maior que a obtida dois anos antes. 

O número de investidores por oferta também segue a mesma trilha. Em 2016, em média, eram 31 apoiadores por projeto. Dois anos mais tarde, em 2018, esse número alcançou 195. Consequentemente, a média de investimento por investidores caiu com o maior número de apoiadores: de R$ 7,6 mil para R$ 5,1 mil. 

Esses números são um indicativo, também, da expansão do mercado das startups como um todo. Afinal, as fintechs de financiamento coletivo acabam, muitas vezes, sendo o primeiro passo para que um projeto possa sair do papel. 

E isso por uma razão muito simples: a aproximação entre pessoas com interesses em comum. 

Sem as fintechs de financiamento coletivo, um empreendedor tem um longo caminho para poder viabilizar um projeto que precisa de investimento. Seja cultivar um bom networking ou procurar possíveis investidores interessados dentro de um círculo pessoal limitado. Um outro caminho é recorrer a um empréstimo bancário, que, além de mais burocrático, sai mais caro, no final das contas. 

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Com o crowdfunding, o caminho para conseguir o investimento é o oposto. Primeiro você mostra sua iniciativa, como se fosse a apresentação de um pitch, e os investidores é quem vão atrás da sua ideia.

Como funciona uma plataforma de crowdfunding?

As fintechs de financiamento coletivo atuam, sobretudo, em plataformas online, em que pessoas se juntam para “patrocinar” uma ideia ou um projeto. Essa lógica vale tanto para um escritor em busca de financiamento para escrever o próximo romance, quanto para uma startup em vias de desenvolver um protótipo de produto inovador que tem o objetivo de ganhar o mercado. 

E como engajar o público nessa ideia?

A primeira forma, é claro, tem a ver com a apresentação do projeto. Pense que essa fase se assemelha com a apresentação de um pitch para investidores. Ali devem constar todas as informações, de forma didática, sobre a proposta, seu objetivo principal e uma justificativa convincente sobre por que as pessoas devem ajudar essa ideia a sair do papel. 

Os investidores que aderirem à proposta recebem recompensas, como brindes exclusivos com a marca da empresa — o que ajuda até mesmo na fidelização do cliente — e, em plataformas como a Kickstarter, por exemplo, o próprio produto inovador que está sendo financiado. 

Do valor arrecadado, a plataforma fica com uma parte, por meio de uma taxa cobrada aos autores do projeto. Esse percentual varia de fintech para fintech. 

Quais são as principais fintechs de crowdfunding do Brasil?

A primeira fintech de financiamento coletivo do país foi a Catarse, criada em janeiro de 2011 com o propósito de desengavetar projetos de pessoas brilhantes, como diz o manifesto divulgado em seu site. Desde então, mais de 10 mil projetos foram financiados por meio da plataforma, mais de 600 mil pessoas já contribuíram com algum projeto e mais de R$ 100 milhões foram arrecadados nas mais diversas campanhas, que abrangem artistas, jornalistas, gamers, pesquisadores, cientistas e, claro, empreendedores. 

Desde o surgimento da Catarse, outras plataformas de crowdfunding foram criadas no país: 

  • Vakinha
  • Benfeitoria
  • Startando
  • Investartup
  • Startmeup 

As fintechs de financiamento coletivo têm colaborado para enriquecer o ecossistema das startups financeiras no país. Além destas, podemos destacar outras sete áreas em que essas empresas têm atuado: pagamentos, gerenciamento financeiro, empréstimos e negociação de dívidas, investimentos, eficiência financeira, bitcoin e blockchain e seguros. 

Fora do Brasil, as fintechs também têm atuado em áreas como finanças pessoais, segurança de transações, infraestrutura bancária, pesquisa e dados, dentre outras. 

Fonte: FintechLab

A área de fintechs para crowdfunding, sem dúvidas, é uma das que está em franca expansão, basta ver a quantidade de projetos com os quais nos deparamos no dia a dia, sobretudo divulgados em redes sociais. Se você quiser ter mais informações sobre essa e outras áreas que tenham a ver com o universo fintech, não deixe de assinar nossa newsletter agora mesmo. Até a próxima!

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