Com mais de 500 fintechs espalhadas pelo país, o Brasil tem se consolidado como pólo de desenvolvimento das empresas de tecnologia voltadas para o setor de finanças. E, sendo assim, vários estados têm acompanhado esta tendência. Falar em fintechs no Rio de Janeiro, por exemplo, está se tornando cada vez mais comum. Pelo menos é o que mostra o relatório RioTech Report, elaborado pelo Distrito.

Conforme o levantamento, 11,9% das startups da região, ou seja, 56 empresas, são direcionadas para o segmento financeiro. O setor lidera o ranking, ao lado das startups de educação. Ainda de acordo com o estudo, 85% das fintechs se concentram na capital carioca.

Vale lembrar ainda a importância deste crescimento para o mercado local. Afinal, trabalhar em uma fintech no Rio de Janeiro é realidade para mais de 10 mil pessoas. Mesmo que a maioria destas empresas seja de pequeno porte, elas atraem os olhares dos investidores e prometem expandir cada vez mais.

Listamos abaixo algumas representantes do mercado carioca de fintechs.

Veja 7 fintechs de destaque no Rio de Janeiro

Zoop

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A Zoop é uma fintech de meios de pagamento e serviços financeiros focada em habilitar outras empresas a desenvolverem suas próprias soluções de pagamento. O serviço ofertado pela fintech carioca possibilita que qualquer qualquer negócio consiga  receber, processar e gerenciar dinheiro a partir da captura de transações por meio físico (terminais) ou digital (aplicativos e sites).

A empresa já conta com mais de 300 colaboradores e, recentemente, abriu um novo escritório em São Paulo.

Gyra+

Esta é uma fintech de capital de giro, ou seja, é especializada em empréstimos para empresas e pessoas físicas que atuam no ramo de vendas online (e-commerce). Sendo assim, direciona seus produtos a vendedores do Mercado Livre, B2W (via SKYHUB) e Bling. Os empréstimos da Gyra+ são uma alternativa simples aos demais produtos do mercado e com parcelas mensais fixas.

Quer entender melhor este negócio? Clique e acesse o guia completo dos diferentes tipos de empréstimo para empresas.

BizCapital

Assim como a Gyra+, a BizCapital surgiu no ambiente das fintechs especializadas em capital de giro.

A empresa desenvolveu uma plataforma que tem como objetivo facilitar o processo de cálculo dos financiamentos, liberação de créditos e acompanhamento online dos empréstimos de cada empresa, auxiliando na rotina dos gestores financeiros e empreendedores.

Mutual

A Mutual também atua com empréstimos, mas de forma bem diferente. A fintech do Rio de Janeiro formaliza empréstimos de dinheiro entre pessoas físicas.

O negócio já rendeu a ela premiações em diversos eventos de destaque do setor, como o Top 40 Best Fintech Start-Up at Bradesco Bank challenge – InovaBRA, Top 3 at Santander Fintech Venture Days and Top 9 at Ciab Fintech Day 2016 from Febraban.

Nibo

Outro exemplo de fintech no Rio de Janeiro, a Nibo foi fundada em 2012 e seu foco é desenvolver ferramentas para a área de contabilidade. A missão da empresa é revolucionar a rotina de empresários contábeis no Brasil e, pelo visto, ela tem tudo pra crescer: é uma das startups mais bem avaliadas no ranking de pequenas e médias empresas da Love Mondays.

Em uma entrevista concedida em 2015, a co-fundadora da Nibo, Sabrina Gallier, comentou sobre o papel da startup na solução de problemas comuns à gestão financeira das empresas.

Osayk

A Osayk vai na mesma linha da Nibo.  A fintech de contabilidade oferece uma plataforma online para a contabilidade de pequenas empresas e ainda disponibiliza assessoria por telefone para quem tiver dificuldades no acesso online.

 

Bit.One 

O negócio desta fintech, também localizada no Rio de Janeiro, é considerado pioneiro. A empresa oferece cartões conectados carregáveis em Bitcoin, a famosa criptomoeda.

A Bit.One se utiliza do blockchain, tecnologia que surgiu para viabilizar as transações das moedas digitais, mas que tem mostrado amplo potencial para ser  aplicada em vários setores. Com isso, a startup é uma grande promessa.

Fatores que atraem uma fintech no Rio de Janeiro

Um breve olhar sobre as características da capital carioca ajuda a compreender por que ela se transformou em uma das cidades mais atrativas para as fintechs. Esta tendência, embora tenha sido verificada recentemente, já vinha se fortalecendo desde 2016.

Especialistas atribuem este crescimento, principalmente, ao histórico de inovação do Rio de Janeiro e à estrutura do mercado financeiro local. Berço do samba, da bossa nova e do funk, o estado respira criatividade e isto se reflete também nas iniciativas empresariais.

Exemplo disso é a iniciativa Rio Criativo, criada ainda em 2013, uma incubadora focada somente em empreendimentos de economia criativa. Com uma indústria musical efervescente e tamanho estímulo à inovação, não é de se estranhar que uma fintech escolha o Rio de Janeiro como sede.

Por outro lado, fatores mais práticos também impulsionaram este movimento. É no Rio de Janeiro que estão sediadas as principais seguradoras do País e também os órgãos que atuam na regulamentação do setor financeiro. Mais motivos para que a região se tornasse a casa das fintechs, empresas que nasceram para dar soluções simples e práticas a problemas relativos às finanças de empresas e consumidores.

Ecossistema que não para de crescer

No Rio de Janeiro e em outras regiões, as fintechs não param de crescer. Novos negócios disruptivos, que aproveitam a tecnologia de forma eficiente para resolver problemas, são tendência em todo o País.

O ecossistema das fintechs mudou o jeito de fazer finanças e está forçando até mesmo as instituições tradicionais a reverem seus negócios, buscando mais praticidade e condições competitivas para seus clientes.

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