Nos últimos anos, com o advento das startups, fintechs e empresas inovadoras que oferecem serviços pela internet, você já deve ter ouvido falar das empresas unicórnios. E com tantos termos criados a partir de novos modelos de negócios, esse é um dos que mais tem ganhado força. Mas, afinal, o que é uma startup unicórnio e por qual razão esse nome foi dado para esse tipo de empresa? Acompanhe o artigo para descobrir!

O que é uma startup unicórnio

Startups unicórnio são aquelas que passaram por um crescimento exponencial, sendo avaliadas em pelo menos 1 bilhão de dólares pelos investidores externos. O nome unicórnio vem daí, já que essas empresas costumam ser raras, quase como um ser mitológico. O nome foi dado pela investidora e fundadora da Cowboy Ventures, Aileen Lee.

Para entender melhor o que é uma empresa unicórnio, é útil resgatar primeiro o conceito de como funciona uma startup. Como é sabido, elas são empresas que oferecem serviços utilizando a tecnologia como aliada para otimizar processos e quebrar sistemas, também conhecido como negócios disruptivos.

Startups geralmente são ideias que estão em fase inicial e que prometem soluções inovadoras para seus clientes, tendo boas chances de crescimento por possuírem processos mais práticos e econômicos em sua operação.

Como prometem um crescimento rápido e escalável, as startups atraem a atenção de muitos investidores. Mesmo assim, muitas delas acabam encerrando suas atividades logo no início, seja por má gestão ou por uma superestima para um mercado que não é viável, dependendo da localidade ou momento.

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Por isso, ter uma startup sólida em um mercado tão aquecido e que consiga perpetuar sua expansão e crescimento pode ser considerado algo tão raro.

Como é o mercado de startups unicórnios no Brasil e no mundo atualmente

Segundo o CBInsights, o mercado atual de startups categorizadas como unicórnios engloba mais de 390 empresas. Pode até parecer um número razoável para negócios que são tratados como raros, mas, se comparado ao número de novas startups e ideias que surgem a cada dia, o número é, sim, bem pequeno.

Essa quantidade equivale a 1% do total de todas as startups no mundo e que receberam venture capital, ou seja, que conquistaram aporte de investidores em troca de uma participação do lucro.

O que faz de um negócio ser startup e também um unicórnio é a escalabilidade, que significa alcançar grande retorno de clientes e alta demanda pelo serviço ou produto em um período inferior, se comparado a outros setores econômicos que precisariam de muito mais tempo para ranquear suas companhias por um custo financeiro elevado.

O mercado de startups e investimentos nesse setor é um pouco polêmico e divide opiniões de quem discute o assunto. O Relatório Corrida dos Unicórnios, do Distrito, levantou alguns dados e análises sobre essa nova era econômica. Uma das conclusões apontadas no estudo é sobre a sustentabilidade financeira de empresas do tipo que dependem de investimentos externos. Afinal, são viáveis ou não?

Um grupo acredita que a propagação de startups que necessitam de venture capital acaba influenciando e promovendo um modelo econômico novo em que inovação alinhada à tecnologia e processos disruptivos devem ser prioridade na estratégia de uma companhia e, com isso, as empresas tradicionais alcançam a agilidade e eficiência. Outro grupo, mais conservador, pressupõe que esse mercado é uma bolha hipervalorizada que pode estourar a qualquer momento.

Mesmo em um cenário de previsões e suposições sobre o que se pode ou não acontecer com a economia dos países com a vinda das empresas jovens, millennials e inovadoras, é imprescindível lembrar que grandes nomes da tecnologia, como Google, Facebook, Amazon, Apple e Microsoft já passaram por um momento de desconfiança externa e hoje praticamente dominam o mundo em que vivemos com suas soluções.

Para quem deseja se aventurar nesse novo mundo, mesmo que só para adaptar uma cultura startup dentro de um negócio simples, é preciso deixar o pessimismo de lado, mas colocar os pés no chão e aprender com os erros das gigantes de tecnologia.

Principais unicórnios do mundo real e a atuação de cada um

Segundo o CBInsights, as principais startups do mundo hoje são:

  • Toutiao (Bytedance): plataforma chinesa de notícias e conteúdo informativo. Está avaliada em US$ 75 bilhões
  • Uber: empresa americana que presta serviços de transporte urbano particular, com avaliação de US$ 72 bilhões
  • Didi Chuxing: companhia chinesa que também trabalha com transporte urbano privativo por meio de aplicativo e está avaliada em US$ 56 bilhões. A empresa hoje é dona da brasileira 99 Táxi
  • WeWork: empresa americana que oferece espaços de aluguel para trabalho, os chamados coworkings. Está avaliada em US$ 47 bilhões
  • Airbnb: plataforma americana que conecta hóspedes a proprietários de imóveis para aluguéis de hospedagem. Está avaliada em US$ 29.3 bilhões

Esse vídeo da BBC Brasil explica detalhadamente sobre as startups que valem bilhões no mundo todo e como funciona a operacionalização de seus negócios e investimentos.

Principais empresas unicórnios brasileiras

No Brasil, o número de startups criadas triplicou em 3 anos, segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), passando de 4.151 startups para 12.727. O país se consolida como um mercado potencial para o nicho de startups e, por isso, já possui seus próprios unicórnios.

O Relatório Corrida dos Unicórnios de 2020 do Distrito apontou os unicórnios brasileiros. Abaixo, citamos as 3 principais:

  • 99: antes conhecida como 99Taxis, a empresa surgiu como uma opção viável e acessível para chamar táxis por meio de aplicativo. O aplicativo de mobilidade urbana veio para concorrer com a Uber, que já estava se popularizando no país em meados de 2014, mas sua fundação foi em 2012. Depois de ser adquirida por outra unicórnio, a DiDi Chuxing, em 2017, a companhia se tornou unicórnio em janeiro de 2018.
  • Nubank: a marca do cartão roxinho já conquistou o coração dos brasileiros ao oferecer crédito de maneira simples sem precisar ir ao banco, utilizando apenas um aplicativo, sua fundação foi em 2013. Hoje, o Nubank oferece conta digital, a Nuconta, para pessoas físicas e está em fase de testes para contas jurídicas. Se tornou uma unicórnio em março de 2018, depois de uma rodada de investimentos Série E, no valor de US$ 150 milhões.
  • iFood: mais conhecido com aplicativo de delivery, o iFood revolucionou o mercado de entregas de comidas do Brasil, ao conectar restaurantes com seus clientes, além de gerar oportunidades de trabalho autônomo para várias pessoas. Foi criada em 2011 e em 2018 se tornou uma unicórnio depois de ser adquirida pelo grupo Movile, que investiu US$ 500 milhões na plataforma.

E você, gostou de saber o que é uma empresa unicórnio e quais as principais no Brasil e no mundo?

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