Antes de mais nada é preciso lembrar que fintech são todas as empresas inovadoras, mais conhecidas como startups, que oferecem soluções financeiras por meio da tecnologia, otimizando seus processos, além de proporcionar economia aos seus clientes.

Com inovação e tecnologia, as fintechs tem democratizado o acesso de serviços financeiros a todos. Quem antes não conseguia ter um cartão de crédito ou uma conta, hoje consegue por meio de um aplicativo no smartphone.

O Brasil é um solo fértil para fintechs que oferecem soluções em contas digitais para pessoas que não possuem acesso a contas correntes e bancos. Segundo uma pesquisa encomendada pelo Instituto Locomotiva, divulgada em agosto de 2019, o país possui 

45 milhões de desbancarizados — termo utilizado para pessoas que não movimentam uma conta bancária há mais de seis meses ou que não possuem uma conta física.

Em contrapartida, o uso de celulares e dispositivos móveis para realizar transações financeiras aponta uma tendência de migração para contas digitais.

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A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) mostrou um crescimento de transações feitas por celular. Segundo dados da  instituição, esse número cresceu 24% em 2018, comparado a 2017, o que totalizou um montante de 31,3 bilhões de reais. 

Isso também inclui transações feitas em contas digitais de bancos tradicionais, como Itaú e Bradesco, por exemplo. Já que as instituições tradicionais precisaram se adaptar ao novo comportamento das pessoas. 

Ainda assim, é incorreto dizer que uma fintech é um banco. Mas por quê? Apesar de oferecerem uma infinidade de produtos e serviços que se assemelham aos oferecidos por bancos tradicionais, nenhuma fintech pode ser considerada um banco.

Isso porque bancos fazem parte de um sistema mais complexo e precisam preencher inúmeros requisitos, algo que as fintechs ainda não conseguem. 

Para ser uma instituição financeira, é necessário seguir uma infinidade de regras que garantem a segurança do sistema. Não é à toa que as fintechs ainda não são bancos.

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Respondido isso, descobrimos se Nubank é banco ou fintech. Para surpresa de alguns, o Nubank atende apenas a segunda categoria e não pode ser considerado um banco, e sim uma fintech. Mas isso não tira o mérito da empresa, já que ele é a maior fintech do Brasil.

Além disso, sua sua chegada e atuação no mercado,  contribuiu para que muitas outras startups surgissem com o objetivo de oferecer mais opções para os clientes, possibilitando mais opções de players no mercado, em benefício dos brasileiros. 

Benefícios de uma fintech em relação a um banco tradicional

Depois de nadar muito tempo  contra a maré da inovação e otimização de serviços por meio da tecnologia, as grandes instituições financeiras precisaram se adaptar aos modelos das startups para não perder seus clientes de vez para as fintechs. Mesmo assim, as fintechs conseguem se destacar com algumas diferenças e características ainda não conseguiram alcançar. 

Rapidez e facilidade na resolução de problemas com atendimento

As fintechs e startups atuam de forma autônoma e com otimização de processos. O que isso significa na prática? O atendimento ao cliente é feito de forma simples e rápida por meio de ferramentas online, como chat e SAC. 

Esses canais de atendimento são muito mais efetivos e práticos para o consumidor final de um produto. Isso porque o modelo de atuação das startups é baseado na economia de tempo, pessoas e custos. Então, um problema que seria resolvido em um banco passando por vários setores até solucionar a questão, em uma startup ou fintech ele passa por uma única frente. 

Outro benefício de um atendimento único e exclusivo é a proximidade que a empresa conquista com o seu cliente. No caso do Nubank, uma de suas maiores marcas e referências de atuação é o atendimento especial que tem com seu público final, que é conquistado frequentemente pela empresa.

Menos burocracia e processos mais rápidos

Essa característica positiva também faz parte do formato mais otimizado que as startups adotam por trabalharem, utilizando a tecnologia como intermediária e facilitadora. Quem tem conta em uma fintech, não precisa ir até um espaço físico para resolver um problema com seu cartão de crédito, por exemplo. 

O atendimento pode ser remoto. Esqueça as ligações longas com gravações repetitivas para solicitar um novo serviço ou fazer uma reclamação. Números de protocolos de atendimento também são funções rudimentares para as fintechs. Os pedidos dos clientes podem ser feitos via canal digital e ficam registrados em sistema.

Economia e isenção de taxas

A tecnologia é chave para tudo em uma startup. E no que diz respeito à economia, ela é a aliada principal dos clientes de fintechs. Muitas fintechs possuem isenção de taxas de serviços, como manutenção de conta e cartão de crédito.

Em algumas empresas que cobram tarifas, elas são reduzidas e possuem um valor bem abaixo do que é cobrado por grandes bancos. Isso porque elas não precisam, necessariamente, de agências físicas e milhares de funcionários para funcionar. Dessa forma, quem ganha é cliente que economiza no final. 

Um ponto importante a destacar sobre as fintechs é a regulamentação do setor. Com as primeiras empresas atuando nesse segmento, ainda não existiam muitas permissões para elas logo quando começaram a operar no Brasil. Mas o grande movimento e aumento da criação de negócios que prestavam serviços financeiros permitiu que o órgãos públicos viabilizassem sua atuação.

Em 2016, o Banco Central regulamentou a abertura de contas correntes sem agência, o que possibilitou que novas empresas posicionassem como bancos digitais. Dois anos depois, regulamentou as fintechs de crédito e eliminou a necessidade de elas atuarem em parceria com uma instituição financeira tradicional.

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Um pouco sobre o Nubank

Agora que você já tirou suas dúvidas para saber se Nubank é banco ou fintech, vamos saber um pouquinho sobre a história dele, que conquistou e ainda conquista os brasileiros.

O Nubank nasceu em 2013, fundada pelos sócios David Vélez Vagner S. Teves Jr., Edward Wible e Cristina Junqueira

Sua atividade inicial era ser apenas uma operadora de cartão de crédito que oferecia esse produtos para clientes através de um convite exclusivo de um amigo que já tinha conta na empresa para outras pessoas. Ela usou o modelo boca a boca e o conceito de convite para “entrar no clube”. Lembra dos convites para participar do Orkut?

Desde o início, o Nubank propagava uma mensagem de ser uma empresa inovadora, jovem e próxima do seu público. Até hoje, ela prega isso e sempre cutuca o modelo tradicional das empresas financeiras mais velhas do mercado que atuam de forma mais engessada. 

O cartão do Nubank era inovador. Sem tarifas de anuidade, transações que apareciam simultaneamente no aplicativo do celular, um canal de comunicação direto e rápido. Tudo isso fazia dele uma empresa querida e disruptiva no cenário em que empresas financeiras e bancos eram sinônimo de dor de cabeça.

Dessa forma, ela cresceu e hoje leva o título de maior fintech do país. Recentemente, anunciou expansão para outros países e realizou a primeira aquisição. Outro fato do Nubank, que o torna tão raro, é que ele é um unicórnio — empresa que conquista avaliação de mercado superior a 1 bilhão de dólares. Não só um unicórnio, a fintech conseguiu a proeza de se tornar um decacórnio – que supera U$$ 10 bilhões em avaliação.

Para selar seu planejamento de conquistar o mercado financeiro do país, agora o Nubank também é uma conta digital para pessoas físicas. E agora está em fase de testes para sua função de conta PJ. 

Neste vídeo, o canal Economirna explica sobre a conta Nuconta, suas vantagens e principais características. 

Gostou do conteúdo e de descobrir se Nubank é banco ou fintech? Continue acessando nosso site e fique por dentro do mundo das startups mais inovadoras. 

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