As fintechs de blockchain vieram com o objetivo de ser uma opção segura para transações financeiras sem precisar de uma grande instituição para fazer o intermédio. Você sabe o que são essas startups? Saiba tudo neste post!

O que são fintechs de blockchain

Tradicionalmente, as instituições financeiras ou bancárias precisam estar presentes quando alguma pessoa precisa fazer uma transferência de qualquer razão. Quando se escolhe uma fintech de blockchain, por outro lado, isso não é necessário.

Uma fintech de blockchain é um sistema que funciona como um livro razão público, mas que dispensa a presença de uma empresa. Nesse caso, é necessária apenas a participação de pessoas e computadores para acompanhar, testemunhar e comprovar uma transação, colocando em prática o sistema descentralizado peer-to-peer, ou ponto a ponto.

A relação entre as fintechs de blockchain e as criptomoedas

Não é possível falar das fintechs de blockchains sem falar de criptomoedas. A criação do sistema de blockchain, inclusive, foi baseada em transferências de moedas digitais. Em 22 de maio de 2010 foi feita a primeira transferência de criptomoeda com o Bitcoin, moeda mais conhecida e mais valorizada atualmente.

Nela, o programador Laszlo Hanyecz pagou dez mil Bitcoins ao estudante britânico Jeremy Sturdivant para a compra de duas pizzas, nos Estados Unidos.

Como na época o Bitcoin ainda era uma moeda nova, o dólar valia mais. Na compra, Hanyecz teve um desconto: duas pizzas da franquia Papa John’s custavam US$ 41, mas o programador pagou apenas US$ 25. Se a compra fosse hoje, seria possível adquirir uma franquia de pizzarias.

Uma das maiores curiosidades no mundo das criptomoedas e do blockchain é sobre quem inventou o Bitcoin. Satoshi Nakamoto é o pseudônimo utilizado para descrever o criador da moeda virtual. Existem diversas teorias sobre quem seja a pessoa ou as pessoas por trás do nome, mas não passam de especulações.

Foi em 2008 que o termo foi definido e explicado por meio de um artigo publicado por Satoshi Nakamoto. No texto, Satoshi reforça a ideia de que o sistema blockchain é o futuro das transações sem a necessidade de uma instituição financeira e utilizando apenas computadores. Em 2009, o criador da moeda realizou as primeiras minerações de Bitcoins no espaço virtual. Vamos falar mais disso abaixo.

Como funciona o sistema e as fintechs de blockchain

Assim como foi dito acima, o sistema e as fintechs de blockchain funcionam como um ambiente virtual em que pessoas estão presentes para acompanhar e validar transações de diversas naturezas, mas o mais utilizado é para movimentações econômicas utilizando criptomoedas. Ele funciona da mesma forma que um livro contábil dentro de uma empresa para registrar transações e verificar a autenticidade de cada uma.

Funciona assim: uma pessoa entra no ambiente para solicitar uma transferência, e as outras que já estão presentes recebem a informação de registro. Por meio de uma resolução de um problema matemático, a transferência pode ser conferida e confirmada. Esse é o chamado processo de mineração.

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Desta forma, quem participa das verificações de transações está realizando o processo de mineração e ganha como retorno uma parte das criptomoedas da transferência, como uma espécie de comissão e incentivo para fazer a rede de blockchain. A cada transferência comprovada, cria-se um novo bloco, daí vem o nome que pode ser traduzido no português como “cadeia de blocos”.

Fonte: 101 Blockchains

Neste vídeo do Canal Me Poupe, você confere mais como funciona o sistema de blockchain e a mineração de criptomoedas:

Principais fintechs de blockchain do mercado

A seguir, listamos as principais fintechs de blockchain do mercado brasileiro e internacional. Se você quiser saber também sobre fintechs de bitcoins, neste post falamos um pouco dos principais players.

Fintechs de blockchain internacionais

O Finextra, portal londrino de notícias independentes sobre tecnologia financeira, pontuou as 5 principais startups para prestar atenção e que têm revolucionado o mercado por meio de seus negócios disruptivos e também utilizando a tecnologia blockchain para facilitar a vida de seus clientes.

  • Trussle: a startup tem o objetivo de revolucionar serviços de corretagem e hipoteca, tradicionalmente burocráticos, realizando negociações para credores que se cadastram na plataforma. Além de otimizar os serviços, a Trussle promete ainda economia para seus clientes.
  • Circle: a fintech é um meio de pagamento em que usuários podem enviar e receber valores por um sistema peer to peer. A Circle conseguiu levantar 100 milhões de dólares e elevou sua avaliação para mais aproximadamente 3 bilhões de dólares, tornando-se uma fintech unicórnio.
  • Monzo: é um banco digital de origem britânica que também superou a marca de 1 bilhão, ganhando o título de unicórnio. Atualmente, a fintech possui mais de 1 milhão de clientes.
  • Receipt Bank: é uma fintech de software de contabilidade em nuvem. Com a plataforma do Receipt Bank, seus clientes conseguem fazer download de planilhas e relatórios e ainda planejar integrar serviço a um software de contabilidade próprio na nuvem.
  • TrueLayer: apesar de nova, com dois anos de vida, a fintech tem como foco ajudar outras fintechs menores para acesso de dados financeiros e bancários.

Fintechs de blockchain brasileiras

No Brasil, as principais e mais conhecidas fintechs de blockchain que utilizam a tecnologia de rede aberta e protocolo de confiança estão diretamente ligadas aos ativos financeiros digitais. Essas fintechs têm como objetivo auxiliar seus clientes na negociação e transações dessas moedas virtuais de maneira segura.

Abaixo, listamos as principais fintechs de blockchain criptomoedas que atuam no Brasil:

  • BitCoinGotYou: a fintech é pioneira no segmento de negociação de Bitcoins no Brasil e começou suas atividades em 2010. A BitCoinGotYou promete ser uma plataforma simples e intuitiva para democratizar os acessos para quem deseja começar a investir nesse mercado digital. Com ela, é possível investir a partir de R$ 50.
  • Ewally: Um tipo de conta digital que realiza transferências bancárias de forma segura, utilizando o sistema de blockchain. O Ewally possui um processo democrático de adesão, já que aceita cadastro de pessoas com restrições no SPC e SERASA.
  • DriveOn: É uma fintech da área de mobilidade que inova no seu sistema de segurança, utilizando blockchain. O DriveOn gera scores de acordo com o comportamento e atuação de condutores de veículos, eles são registrado no Blockchain e remunerados pelo ativo digital Token Cryptomiles.
  • CoinBR: como a startup mesmo afirma, suas operação na criptoeconomia começaram em 2013, por meio de transações e operações bancárias até para outras plataformas, inclusive de fora do país. O CoinBR ainda disponibiliza consultores online para conversar com quem deseja investir em moedas digitais.
  • FoxBit: a exchange brasileira FoxBit é uma das principais do mercado brasileiro e atua desde 2014. Suas ofertas para investir começam em R$ 100. Um dos diferenciais é que ela disponibiliza várias criptomoedas atuantes hoje no mercado.
  • Mercado Bitcoin: com quase 1 milhão de clientes cadastrados, o Mercado Bitcoin é a maior plataforma de negociação de criptoativos da América Latina. Para fortalecer ainda mais a sua imagem, a fintech leva como lema liberdade, segurança e transparência.
  • Pague com Bitcoin: a fintech promete não ser só uma plataforma de negociação e transação financeira de ativos digitais, como também tem como proposta democratizar a utilização de Bitcoins no dia a dia das pessoas. Logo de cara, em seu site fica disponível um atalho para pagamento de boleto e recarga de celular utilizando Bitcoin como meio.

Fintechs de blockchain e as criptomoedas

A criptomoeda e suas variações são o ponto principal do sistema de blockchain, já que a criação das duas coisas foi interdependente. O Bitcoin foi a primeira moeda virtual criada e hoje é a mais cara do mercado. Quem arriscou lá atrás, investindo na novidade, hoje está se dando muito bem já que sua avaliação atual no Brasil passa de R$ 30.000.

Criada em 2009, a moeda Bitcoin deu início a vinda de muitas outras criptomoedas, que são moedas digitais movimentadas em uma rede descentralizada com milhares de computadores e usuários, por um sistema peer-to-peer. Para garantir a segurança de transações e de utilização, as criptomoedas utilizam a tecnologia de criptografia, com códigos de difícil resolução.

Nesse mercado, as fintechs de blockchain servem para atuar como meio de transações e de segurança. Quando uma operação comercial é realizada, a transação é enviada como um registro por meio de um código criptográfico que será analisado por todas as pessoas que estão presentes na rede para validação.

Abaixo, vamos nomear algumas das principais criptomoedas existentes. Como a cotação muda constantemente, inserimos os links para você conferir o valor atual no momento em que lê esse post.

Bitcoin (BTC)

Criado em 2008 por Satoshi Nakamoto, é a moeda virtual mais valiosa e conhecida no mercado, sendo que seu nome acabou se tornando sinônimo de categoria no meio das criptomoedas. Sua cotação atual ultrapassa os 30 mil reais e ela chega a movimentar mais de 15 bilhões de dólares por dia.

Ether (ETH)

Perdendo apenas para o Bitcoin, a Ether é a segunda moeda digital mais valorizada no mercado de blockchain e a administração de suas transações é feita pelo sistema de blockchain Ethereum. Mesmo assim, sua cotação não chega nem perto de sua concorrente, sendo que sua atual avaliação não passa de R$ 800.

Foi lançada em 2015, mas em 2016 passou por uma ruptura depois de um hacker roubar mais de 50 milhões de dólares em Ether ao encontrar uma falha no sistema. Com isso, ela se dividiu em duas e sua segunda versão ganhou o nome de Ethereum Classic (ETC) e sua avaliação é uma das mais baixas do mercado atual.

XRP (XRP)

A XRP é uma moeda de protocolo de pagamento que foi criada em 2011. As vantagens do ativo financeiro são o baixo custo, otimização e rapidez nas transações.

Funciona dentro do protocolo de pagamento distribuído Ripple, que aceita outros ativos além das criptomoedas, que podem ser representados por bancos tradicionais, por exemplo.

Diferentemente da maior parte de sistemas de blockchains, o Ripple não necessita de mineração, já que foram criadas mais de 100 bilhões de XRP, que estão protegidas pelo sistema criptografado. Sua cotação atual é baixíssima e esse é um ponto para ficar atento se o seu objetivo é iniciar nos investimentos em criptomoedas, mas não tem muito dinheiro para começar.

Bitcoin Cash (BCH)

O BCH é uma das moedas digitais mais recentes, criada em 2017. Ela é um fork do Bitcoin (BTC), ou seja, uma moeda alternativa de sua original. Quem tinha Bitcoins até o seu lançamento passou a ter também o Bitcoin Cash. É importante não confundir os dois ativos financeiros, já que ambos possuem uma diferença na cotação.

Tether (USDT)

Diferente de todos os ativos financeiros mostrados até aqui, o USDT é uma stablecoin, o que significa ser uma criptomoeda com lastro em uma moeda já existente, neste caso o dólar. Foi lançada em 2014, e sua circulação foi proposta para existir em equivalência com o dólar americano. Por ter essa paridade com o uma moeda física, sua cotação também é mais estável.

Litecoin (LTC)

Lançada em 2011, a Litecoin foi uma das primeiras criptomoedas criadas e sua criação é atribuída a um ex funcionário do Google, Charlie Lee. Uma curiosidade sobre a LTC é sua semelhança com o Bitcoin, já que compartilha do mesmo código criptográfico.

Além disso, a moeda tem uma vantagem de ser mais simples e fácil de ser minerada já que é mais leve e por isso dispensa de computadores mais robustos. Por isso, no mercado de blockchain e de criptomoedas, se o Bitcoin é considerado o ouro digital, a Litecoin é chamada de prata das moedas virtuais. Mesmo assim, ela não perde seu valor.

No infográfico abaixo, criado pelo Instituto de Gestão e Tecnologia da Informação (IGTI), são datados os principais marcos do Bitcoin.

Fonte: IGTI Blog

O que não falta é moeda digital. Uma das últimas notícias sobre o assunto é que grande e empresa de Mark Zuckerberg, o Facebook também criou sua própria criptomoeda, a chamada Libra. Mas o ativo não tem sido muito bem recebido pelas grandes economias e até já recebeu algumas sanções de países importantes.

Blockchain para além das moedas digitais

É importante lembrar que, apesar de as criptomoedas e os sistemas e fintechs de blockchain estarem correlacionados, o blockchain não existe apenas no mundo das moedas e ativos financeiros. E é exatamente isso que é necessário ao lembrar quando se fala no sistema inovador e descentralizado que poderá mudar o mundo como conhecemos hoje.

Como inúmeras funções no mercado, o blockchain pode ser uma peça fundamental para desburocratizar serviços e otimizar tarefas, dispensando organizações centralizadoras. Isso porque o blockchain parte do conceito de ser um protocolo de confiança que funciona por meio de uma rede aberta e descentralizada.

Qualquer informação chega para vários computadores e nestes terminais são registrados pedidos de transferências, compras de produtos, documentos ou qualquer outro tipo de transação que existir. Mesmo com tanta inovação, o blockchain ainda passa por muito preconceito por parte das empresas, mas os gestores mais antenados já estão aderindo ao sistema em suas operações.

Quem está adequando o sistema em suas empresas já conhece os benefícios que um sistema aberto e descentralizado pode trazer em seus negócios, tais como:

  • Desburocratização de processos;
  • Segurança em transações e registros de informações por meio de criptografia;
  • Redução de custos operacionais;
  • Mais flexibilidade;
  • Transparência nas informações.

Em casos práticos, o sistema de blockchain dispensaria de uma empresa ou pessoas para efetivar um serviço. Por exemplo, em um escritório de advocacia que precisa registrar documentos e precisam de cartórios para fazê-lo. Com a tecnologia blockchain, uma rede de computadores poderia fazer o mesmo serviço por um custo infinitamente menor e de maneira muito mais prática e rápida. Não parece um sonho?

E não pararia por aí. No setor de arte em geral, que envolve música, cinema e outras produções culturais, um dos maiores problemas para os artistas é não receber por suas criações ou até terem suas obras pirateadas sem os devidos direitos autorais. Uma cantora britânica tem se preocupado com isso e já se adiantou.

Imogen Heap criou uma plataforma de contrato para músicos poderem ganhar com suas produções. O MyCelia é uma plataforma que utiliza a tecnologia blockchain para registrar obras e facilitar pagamentos e promover parcerias culturais.

Dentro desse cenário otimista de inovação, as grandes instituições também têm se inteirado do sistema blockchain para incluir-lo em suas atividades. Exemplo disso é a Rede Blockchain do Sistema Financeiro Nacional (RBSFN), criada pela Febraban e a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP). A ferramenta foi lançada em junho deste ano e pretende ser uma solução para verificar as movimentações de dispositivos móveis.

Inicialmente composta por 9 bancos, a RBSFN tem entre seus participantes a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, JP Morgan, Original, Sicoob e Santander. No caso de um celular roubado, o cliente consegue avisar o banco que, por meio do sistema, conseguirá prevenir uma fraude.

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